sábado, 26 de dezembro de 2009

Cultura contemporânea


Cultura contemporânea

A cultura contemporânea, também chamada de pós-moderna, caracteriza-se pela flexibilização das fronteiras entre erudito e popular, tradição e novidade, cultura letrada e cultura oral, cultura regional e cultura global, cultura dominante e cultura dominada. Caracteriza-se também pela fragmentação entre múltiplas afiliações, preferências, papéis sociais, etnias, gêneros e assim por diante.

A cultura do livro, da leitura de um texto, que demanda um tempo de trabalho visando à compreensão das idéias do autor, um tempo emocional para entrar no universo aberto pela história e pela temática, vem sendo substituída pela cultura que se poderia chamar de audiovisual: em parte, uma cultura oral, passada de boca em boca, comentada em cada esquina, repetida por muitos; em parte, uma cultura visual, da imagem. Esse modo cultural contemporâneo é sustentado pelo entretenimento, pela publicidade, mas também pela moda, que oferece, com rapidez, aquilo que se poderia desejar sem demandar grandes esforços. Por exemplo, no videoclipe, o que importa é que nos entreguemos ao desfile de imagens e sons, às eventuais emoções que eles possam suscitar, sem precisar procurar um fio narrativo ou tentar estabelecer ligações de sentido entre letra, imagem e som.

A cultura do entretenimento, ao oferecer o mundo como espetáculo constante, a ser consumido e descartado a cada novo momento, propicia a falta de reflexão, a imitação de padrões às vezes inadequados às necessidades sociais do grupo ou pessoais, a confusão entre realidade e ficção. Como exemplo, podemos citar a eleição a cargos públicos de tantos profissionais do entretenimento, sejam eles cantores, atores de cinema, ou apresentadores de programas sensacionalistas de rádio ou de televisão, como o caso de Afanásio Jazadi (eleito deputado estadual por São Paulo em 1986) que se promoveu à custa de exibir o mundo do crime.

A publicidade também projeta, por meio de imagens e trilhas sonoras, aquilo que gostaríamos de ser, mesmo que não o sejamos. Sempre se pode usar o produto, em lugar da qualidade anunciada. E, nessa tarefa, a moda também ajuda a projetar a imagem que se faz de si mesmo ou que gostaríamos que os outros fizessem de nós. O que não se pode esquecer, entretanto, é que a imagem, apesar de mais concreta do que a palavra, é certamente mais ambígua, e seu sentido precisa ser interpretado com cuidado. A imagem se apresenta no espaço e pode ser percebida em um relance, em um instante. Entretanto, para que sua leitura seja mais completa e profunda, precisamos de tempo para analisá-la. Quais são os valores que a imagem projeta? Que elementos ali presentes compõem a mensagem? Como eles se articulam entre si, ou com os textos verbal e musical? O que dizem do contexto de produção? Como se ligam ao contexto de consumo?

A cultura contemporânea é plural, oferece inúmeras possibilidades de identificações diferentes, simultâneas ou não. Será ela, contudo, mais democrática? Ou será que só cria a ilusão de inclusão, de permissão de múltiplas escolhas? Devemos sempre nos lembrar que, para escolher livremente, precisamos conhecer as alternativas e o que elas significam em termos de direitos, deveres e conseqüências.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Cultura e identidade contemporânea


O conceito de identidade engloba:

●a procura por traços distintivos, que singularizam um objeto/pessoa/grupo/comunidade permitindo que seja distinto de outros;
●a busca por traços comuns que permitam reconhecer um objeto/pessoa/grupo/comunidade como sendo o mesmo em épocas diferentes.
A identidade é formada pelo que temos de diferente, de próprio em relação aos outros e o que conservamos sempre igual através do tempo.
Quando aplicado a pessoas, o conceito de identidade é a representação que o sujeito faz de si mesmo, representação esta que sintetiza as múltiplas imagens de si – o que fomos no passado, o que fomos no presente, a representação que os outros têm de nós, a representação ideal do que se gostaria de ser no futuro, a representação de si em diferentes papéis sociais – em uma unidade. Resulta na idéia de quem somos.
Aplicado ao coletivo, é a representação que o sujeito tem de si ou do outro como pertencendo à mesma comunidade. A realidade coletiva é constituída por sistema de crenças, atitudes e comportamentos compartilhados pelo grupo. São modos de sentir, compreender e agir no mundo que se expressam em instituições, comportamentos regulados, artefatos, objetos artísticos, saberes transmitidos. Em uma palavra, que se expressam em uma cultura.
No mundo contemporâneo, em que as várias culturas se sobrepõem, a identidade própria e a coletiva estão sempre em processo, ou seja, não se fecham em uma unidade acabada. Alguns autores preferem falar em identificações múltiplas com culturas diferentes. É possível nos identificarmos, por exemplo, com a cultura feminina tradicional, que privilegia os cuidados da família e, ao mesmo tempo, com um papel profissional, ou com um partido político que exige disponibilidade para a vida fora de casa.
As identificações nem sempre parecem coerentes: uma professora de universidade, que seja mãe e também motoqueira parece uma incongruência. Mas é possível que ela seja uma intelectual séria, em seu papel de pesquisadora e nutridora de mentes e talentos; com responsabilidade moral e afetiva no âmbito da família; e com o direito a momentos de liberdade e de assumir riscos no lazer. Nenhuma dessas representações, por mais diferentes que possam ser, é incompatível com as outras, pois não entram em contradição.
É importante lembrar que nossa identidade é forjada dentro das várias culturas das quais participamos, desde a cultura familiar, que nos dá os valores básicos que guiam nossos primeiros anos de vida, até as culturas que escolhemos à medida que nos tornamos seres adultos autônomos. Essas culturas podem reforçar, negar ou agregar outros valores àqueles que aprendemos e assumimos junto às nossas famílias.

Fonte: http://www.educarede.org.br

sábado, 12 de dezembro de 2009

Comunicação de massa & cia.


Comunicação de massa & cia.

Não da para falar de comunicação de massa sem falar também em cultura de massa, sociedade de massa e indústria cultural. Podemos dizer que a comunicação de massa é uma característica fundamental da sociedade de massa. Ela surgiu no séc. XIX, com o jornal diário, mas se consolidou no séc. XX com o rádio, o cinema e o meio de comunicação de massa por excelência, a TV.

A comunicação de massa é a comunicação feita de forma industrial, ou seja, em série para atingir um grande número de indivíduos, a sociedade de massa. Numa visão apocalíptica, ela é uma conversão da cultura em mercadoria, utilizada pelas classes dominantes de forma vertical para homogeneizar as massas. Para definir esta conversão, os frankfurtianos Adorno e Horkheimer criaram o termo Indústria Cultural, citado pela primeira vez em Dialética do Iluminismo.

Hitler e Mussolini conheciam bem e comprovaram o poder homogeinizador da comunicação de massa, utilizando o rádio e o cinema para difundir suas ideologias políticas e mobilizar as massas. Mas existe uma diferença, embora pequena, entre a industria cultural produzida pelo Estado e a difundida pelas empresas, indústria e comércio, como acontece no modelo norte-americano. No primeiro modelo fica claro o totalitarismo político, porém a sociedade de massa, apesar de não parecer também é uma sociedade totalitária e muito mais perigosa, pois os dominados não têm consciência de que assim o são e não percebem até onde vai essa dominação. Como bem disse Adorno: "O consumidor não é rei, como a indústria cultural gostaria de fazer crer, ele não é o sujeito dessa indústria, mas seu objeto."

A Indústria cultural é conseqüência da industrialização e do desenvolvimento de uma cultura de mercado e exerce um poder alienante sobre as massas, impedindo que elas tenham um certo grau de consciência e reflitam sobre o mundo à sua volta. Segundo Lazarfeld a comunicação possui uma "disfunção narcotizante, pela qual os meios de comunicação criam a ilusão de uma participação nos processos que definem a sociedade, mas é neste mesmo movimento ilusório que eles imobilizam suas audiências." Esta disfunção fica clara na comunicação de massa.

Alguns teóricos afirmam que a comunicação de massa não é uma verdadeira comunicação, pois a comunicação é uma via de dois sentidos e a comunicação de massa ocorre num único sentido. Mesmo assim, a comunicação de massa é um fenômeno praticamente mundial, o que proporciona um mundo "unido pela comunicação" ou o surgimento da Aldeia Global. Segundo McLuhan, "as culturas de massa criadas pelos modernos meios eletrônicos (sobretudo a televisão), e sua linguagem própria, baseada na imagem, significava o surgimento de uma nova cultura popular que ia permitir a comunicação entre os habitantes da aldeia global em um mundo comprimido pelas redes eletrônicas de informação, de onde deduzimos que não há a preocupação com o que se informa, a estes meios basta, tão somente comunicar".

sábado, 5 de dezembro de 2009

Comunicação de massa II
Comunicação de massa e seus novos valores

“A mídia não é apenas a mensagem. A mídia é uma massagem. Estamos constantemente sendo acariciados, manipulados, ajustados, realinhados, e manobrados.”

Os meios de comunicação são considerados como o resultado do processo histórico-científico, no qual a humanidade foi progredindo na descoberta de recursos e valores em tudo o que foi criado, ou seja, a sociedade é o que é, hoje, devido ao desenvolvimento de tecnologias que trouxeram novos valores, novas formas de relacionar-se. A mídia influencia o modo de vida e o comportamento das pessoas nem sempre para o bem, mas ela tem função na nossa sociedade. Qual seria? Ela não assume outras funções, além das suas, ou será que não estão bem estabelecidas?

A pós-modernidade caracteriza-se por fatores como individualismo, consumismo, conhecimento especializado, cultura de massa e, principalmente, valores voláteis. Todos estes fatores estão cada vez mais presentes, porque a internet facilita a comunicação entre as pessoas, tornando-a rápida, acessível para os que estão distantes uns dos outros, mas traz também um contato virtual, relacionamentos superficiais e o isolamento do restante da sociedade. Além disso, aumentou-se o consumismo com o aumento de propagandas e com o surgimento de lojas virtuais.
A indústria cultural atingiu o patamar de ditadora da vida cotidiana: o trabalho, o lazer e outras ações da população são programadas de acordo com os interesses das grandes corporações de entretenimento. A mídia oferece às pessoas sugestões do que fazer, no entanto, o grande problema é que essas sugestões se tornam obsessões, porque todos querem estar “na moda”, querem fazer parte da sociedade, de qualquer forma, mesmo que para isto seja necessário perder a autenticidade e valores morais.
Além disso, a mídia exerce um papel de socializadora e educadora, funções antes ocupadas pela família, pela escola e pela Igreja. Este novo papel é saudável para as novas gerações, é exercido com a devida seriedade? É claro que não se pode generalizar, existem, sim, programas educativos, que trazem reflexões críticas sobre os mais variados assuntos. Agora, há um grande contraponto, porque muitos programas falam sobre violência, tráfico de drogas, como se fossem assuntos banais. Crianças e jovens são educados em meio a tudo isto, não existe filtros para o que veem na televisão e na internet.
Não se pode dizer que os meios de comunicação têm apenas a função de informar. Hoje, o que é vendido não é mais informação e sim, conhecimento. Acontecimentos são de graça, você fica sabendo o que acontece do outro lado do mundo, instantaneamente. As pessoas querem conhecimento, pois não basta estar atualizado para se conseguir um emprego, para se destacar no meio de tantos. Ao se conhecer os fatos, é necessário ter uma leitura de mundo, fazer comparações, traçar paralelos.
Percebe-se assim, que a mídia possui muitas funções, nem sempre muito bem delimitadas, mas que se tornaram bastantes expressivas com o desenvolvimento da tecnologia e do capitalismo. Antigamente, a principal função da mídia era informar. Hoje, ela precisa passar conhecimento, socializar, educar. Todas estas funções nem sempre são realizadas para o bem. Muitas vezes, programas de televisão, jornais, revistas e internet manipulam conteúdos, impedindo o espectador de fazer uma análise crítica de tudo que absorve.
A Internet é hoje sem dúvida um dos canais de comunicação, divulgação e vendas de melhor relação custo benefício da história. Se isso não bastasse, quebra barreiras geográficas, cria novas oportunidades de negócio e revoluciona “velhos mercados” todos os dias.
O Brasil é 6º maior País em número de acessos, são 40 milhões de usuários que passam em média 24 horas por mês conectados a rede. Portanto, tudo isso, ao alcance de um simples clique!

sábado, 28 de novembro de 2009

Comunicação de massa


Comunicação de massa

Apesar de a comunicação autêntica ser a que se assenta sobre um esquema de relações simétricas — numa paridade de condições entre emissor e receptor, na possibilidade de ouvir o outro e ser ouvido, como possibilidade mútua de entender-se —, os meios de comunicação de massa são veículos, sistemas de comunicação num único sentido (mesmo que disponham de vários feedbacks, como índices de consumo, ou de audiência, cartas dos leitores).

Esta característica distingue-os da comunicação pessoal, na qual o comunicador conta com imediato e contínuo feedback da audiência, intencional ou não, e leva alguns[quem?] teóricos da mídia a afirmar que aquilo que obtemos mediante os meios de comunicação de massa não é comunicação, pois esta é via de dois sentidos e, por tanto, tais meios deveriam ser denominados veículos de massa.

Podendo ter diversas interpretações e significados, se referindo às mensagens transmitidas para a massa pelos meios de informação, também através dos indivíduos que englobam essa comunicação social. Ou seja, um sistema produtivo que visa gerar e consumir idéias para diversos objetivos e públicos.

A divulgação em grande escala de mensagens, a rapidez com que elas são absorvidas, a amplitude que atingem todo tipo de público, cuja própria sociedade através da Indústria Cultural criou e se alimenta, gera um enorme interesse e abre espaço para o estudo de nosso comportamento.

Tipos de meios de Comunicação

Podemos citar os meios de comunicação de massa mais comuns, que são: Televisão, Rádio, Jornal, Revistas, Internet.Todos eles têm como principal função informar, educar e entreter de diferentes formas, com conteúdos selecionados e desenvolvidos para seus determinados públicos.

Os meios de comunicação de massa podem ser usados tanto para fornecer informações úteis e importantes para a população, como para alienar, determinar um modo de pensar, induzindo certos comportamentos e aquisição de certos produtos, por exemplo.Cabe aos órgãos responsáveis fiscalizarem que tipo de informação esta sendo veiculada por esses meios, como ao receptor das informações ter criticidade para selecionar e internalizar as informações que considerar úteis para si, denunciado os abusos aos órgãos competentes.

Indústria Cultural e Comunicação de Massa

Não podemos separar a Comunicação de Massa da Indústria Cultural, já que por sua vez elas são dependentes uma da outra, pelo fato de existirem diversos meios de comunicação que são capazes de atingir através de uma mensagem um grande número de indivíduos. Essa indústria é conseqüência de uma sociedade industrializada, muitas vezes alienada, que aceita idéias e mensagens sem um pré-julgamento, entrando diretamente na “veia” dos indivíduos não existindo nenhuma barreira, tornando assim uma sociedade de consumo e global, sem restrições.Horkheimer, Adorno, Marcuse e outros pesquisadores frankfurtianos criaram o conceito de "Indústria Cultural" para definir a conversão da cultura em mercadoria. O conceito não se refere aos veículos (televisão, jornais, rádio...), mas ao uso dessas tecnologias por parte da classe dominante. A produção cultural e intelectual passa a ser guiada pela possibilidade de consumo mercadológico.

Manipulação através da Comunicação de Massa

Estamos acostumados a receber informações diariamente de tudo que se passa ao nosso redor e em todo mundo. Assistimos notícias, anúncios, filmes, detalhes de atores e celebridades, e assuntos gerais que ocupam o tempo e nos isolam da realidade. Toda essa comunicação nos impõe um padrão de vida e felicidade a ser alcançado, com objetivos e ideais muitas vezes impossíveis para todos, mas diante a televisão isso se torna possível. A realidade dos telejornais é passada como algo distante e irreal, enquanto as novelas emocionam o país como se fossem problemas reais que afetam a todos, ou seja, esta inversão entre realidade e ficção é notável principalmente nas novelas assim a novela passa por um relato do real, enquanto o noticiário (que perdeu as referências temporais e espaciais) torna-se irreal. A prova disso são telespectadores que se comovem em demasia com a morte de uma personagem, enquanto um desastre real em algum lugar do mundo passa por ouvintes inertes e insensíveis ao fato. Assim os indivíduos abdicam de sua liberdade pelos meios de comunicação e deixam-se ser controlados. Os principais responsáveis são, o governo e classes sócio-econômicas dominantes, tanto financeiramente como culturalmente, utilizando essas mídias de modo a manipular a sociedade.

sábado, 21 de novembro de 2009

O que é Industria Cultural
O que é Indústria cultural?

O termo “Indústria Cultural” foi utilizado por primeira vez por Horkheimer e Adorno na Dialética do Iluminismo. Anteriormente, empregava-se o termo “cultura de massa” que, conceitualmente, refere-se a uma cultura que nasce espontaneamente das próprias massas, a uma forma contemporânea de arte popular.

A realidade da indústria cultural é diferente: o mercado de massas impõe estadardização e organização; os gostos do público e suas necessidades impõem estereótipos e baixa qualidade. A indústria cultural exerce um domínio sobre os indivíduos e, ao preferir a eficácia dos seus produtos, determina o consumo e exclui tudo que é novo, tudo o que se configura como risco inútil.

Segundo Adorno, na Indústria Cultural tudo se torna negocio. Enquanto negócios seus fins comerciais são realizados por meio de sistemática e programada exploração de bens considerados culturais. Um exemplo disso, dirá ele, é o cinema. O que antes era um mecanismo de lazer, ou seja, uma arte, agora se tornou um meio eficaz de manipulação. Portanto, podemos dizer que a Indústria Cultural traz consigo todos os elementos característicos do mundo industrial moderno e nele exerce um papel especifico, qual seja o de portadora da ideologia dominante, a qual concede sentido a todo sistema.
Quando confrontamos os problemas da alienação e da revelação, próprios do conceito de indústria cultural, com a questão da significação a partir desta três modalidades de signo, ícone, índice e símbolo, chegamos a conclusão de que a indústria cultural é regida hegemonicamente pelo signo indicial, fato que estimula nos receptores o desenvolvimento de uma consciência indicial.

Aqui, então, vai ser possível dizer que o problema com a indústria cultural não é tanto o que ela diz ou não; não é tanto o fato de ser ela deste ou daquele modo, estruturalmente; nem o fato de ter surgido neste ou naquele sistema político-social – mas, sim, no modo como diz. É que a indústria cultural – na TV, no rádio, na imprensa, na música (particularmente a dita popular, nos fascículos, mas também nas escolas e nas universidades – é o paraíso do signo indicial, da consciência indicial.(…) Como o que ocorre com o índice, de certo modo o que é dado ao receptor é alguma coisa já conhecida. (…) Não há revelação, apenas constatação, e ainda assim uma constatação superficial – o que funciona como mola para alienação. O que interessa não é sentir, intuir ou argumentar, propriedades da consciência icônica e simbólica; apenas, operar.
A inflação de signos indiciais seria o problema da indústria cultural, que processaria a comunicação de maneira fragmentada, acelerada e superficial. Estaríamos essencialmente diante de um problema de forma. Embora considere a abordagem semiótica a mais rica para tratar a questão da indústria cultural, outras modalidades de críticas podem a ela se juntar, fornecendo um quadro mais amplo. Considerando este ponto, podemos dizer que a presença do aparelho de tevê no cotidiano das pessoas é tão forte que muitos pensam que a televisão é o único lazer da população. Além da tevê, a ainda escuta de rádio AM e FM, a leitura de jornais, revistas, escuta de discos, ou seja, um lazer financiado pela publicidade comercial que usualmente se designa como indústria cultural. Com isso, uma outra suspeita de que lazer é todo voltado para o consumo ou para atividade que levam ao consumo.
Os estudos de orçamento-tempo mostraram que, efetivamente, quase a metade do tempo livre de nossa população é gasta com um lazer produzido pela indústria cultural, vindo principalmente da televisão, seguida de longe pelo rádio e, mais de longe ainda, pelos livros, discos, jornais e revistas.
Contudo, é perigoso afirmar que determinada atividade seja, ou não, produzida pela indústria cultural, é também importante observar que tais meios de comunicação de massa nada mais são do que a reprodução de conteúdos de outras práticas de lazer. Como por exemplo, o volume de concertos de música erudita ou popular vistos nas rádios e tevês é incomparavelmente maior do que o das salas de show e concertos ao vivo. O mesmo vale para outros espetáculos artísticos e para o esporte, a ginástica, a jardinagem, a culinária, a informação em geral. Trata-se de um consumo de lazer e não de prática ativa de lazer.
É importante ressaltar então, as relações estabelecidas entre indústria cultural, meios de comunicação de massa e com a cultura de massa. Em um primeiro momento, podemos achar que estas expressões funcionam como sinônimos, mas não é assim.

Não se pode falar em indústria cultural e sua conseqüência, a cultura de massa, em um período anterior ao da revolução Industrial, no século XVIII; do surgimento de uma economia de mercado, uma economia baseada no consumo de bens; e da existência de uma sociedade de consumo, segunda parte do século XIX. Assim, a indústria cultural, os meios de comunicação de massa e a cultura de massa surgem com funções do fenômeno da industrialização. E estas, através das alterações que ocorrem no modo de produção e na forma de trabalho humano, que determina um tipo particular de indústria (a cultural) e de cultura (a de massa). E isto vai dependendo completamente, do uso crescente da máquina, da submissão do ritmo de humano de trabalho ao ritmo da própria máquina, da exploração do trabalhador, da divisão do trabalho. Conseqüências da revolução industrial, traços marcantes de uma sociedade capitalista, em que é nítida a oposição de classes. Neste momento começa a surgir a cultura de massa que tem como função o fenômeno da industrialização. Podemos observar desde então, conseqüências diretas e indiretas na distribuição cultural dos dias de hoje.
Uma característica muito importante da indústria cultural, é a formação de uma cultura homogênea. Mas aqui no Brasil, por ter uma grande desigualdade na distribuição de renda, acaba por se dificultar a homogeneização da cultura.
Referencia: O QUE É INDUSTRIA CULTURAL?
José Teixeira Coelho Neto
Ed .Brasiliense , 1980

sábado, 14 de novembro de 2009

A facilidade atual da Cultura da informação


A facilidade atual da Cultura da informação

Nunca uma geração foi tão bem informada como a de hoje. Basta um CD para armazenar o conteúdo de 300.000 livros. A aceleração das publicações de todo tipo nos amedronta. Em horas, ou talvez minutos, produzem-se, hoje, mais publicações que em um ano ou em décadas da Idade Média.
Se traduzíssemos os conhecimentos em “bytes”, um aluno que se prepara para a educação superior, deveria armazenar mais “bytes” que Santo Tomás de Aquino gastou em tida sua Suma Theológica. Entretanto, jamais se pode comparar, nem de hoje, a cultura do Angélico com as cabeças confusas da juventude hodierna.

Os escritores antigos viviam à míngua de informações. Hoje, basta um clique e ei-nos conectados pela internet com mais de um bilhão de possíveis “portais” informativos. Tantas informações, mas tudo repleto de nada, tudo superlotado de nada, tudo vazio de tudo, de vida sem sentido, de vida sem chegada.

Diante desse novo universo de imagens, novos hábitos se vão criando por obra e graça de um borboletear permanente de “sitio” a sitio, de “portal” a portal, de “canal” a canal. A inteligência e a memória navegam com a velocidade parecida com a da luz, de modo que nada se lhe adere.
É a pura sensação. Adrenalina em vez de pensamento. Nesse momento entra o que significa “aprender a conhecer”, “aprender a pensar”. Algo bem diferente de restringir-se a freqüentar essas fontes borbulhantes de cascatas informativas; embora tudo isso faça parte, também do aprendizado atual, exige outro gênero de registro mental.

Aprender a conhecer é inserir todo conhecimento no varal do passado, é percebê-lo na atualidade do presente e vislumbrá-lo em sua densidade de futuro.

O importante agora é saber relacionar, contextualizar, em busca de uma verdadeira articulação dos elementos que pareciam fragmentados, em seus conjuntos no mar infinito de ondas passageiras. Pensar, com efeito, é analisar e sintetizar, é separar e unir. Esse jogo de operação mental estimula o pensar. O pensamento atual acentua, demasiadamente, a análise.

Em busca do equilíbrio, cabe insistir na síntese, na ligação estrutural do jogo das palavras no pensar inclusivo que sintetiza o nosso pensamento.

Artigo capturado no Jornal Gazeta de Alagoas/caderno de Política – folha A3 /terça-feira, 06 de outubro de 2009. Texto creditado à Dom Fernando Iório Bispo emérito de Palmeira dos Índios e presidente da Academia Alagoana de Letras.

sábado, 7 de novembro de 2009

Cultura de Massa - uma outra definição




Cultura de Massa - uma outra definição

Não é de hoje que a cultura de massa existe, antes mesmo de o Brasil virar republica o modismo já estava presente, como por exemplo, quando a corte portuguesa veio pro Brasil as mulheres rasparam a cabeça por causa do piolho, e as mulheres que já viviam aqui achando que era uma moda em Portugal rasparam a cabeça também.

A cultura de massa gira em torno do modismo,consumismo e acima de tudo na influencia que outras pessoas ou até mesmo marcas podem exercer sobre os outros.A cada dia que passa as pessoas são cada vez mais ligadas as novas tecnologias e acabam ate mesmo deixando de viver para se adequar a um padrão estabelecido pela sociedade, sendo capazes de fazer loucuras para obter o “sucesso” proposto.

sábado, 31 de outubro de 2009

Industrialização Cultural

Industrialização Cultural o que é...

Indústria cultural é o nome dado à empresas e instituições que trabalham com a produção de projetos, canais, jornais, rádios, revistas e outras formas de descontração, baseadas na cultura, visando o lucro. Sua origem se deu através da sociedade capitalista que transformou a cultura num produto comercializado.

Mais ressaltando mais algumas teses englobadas na discussão de que, a cultura em si, é comercializada e obtida somente pela burguesia.Essa é uma das teses menos ressaltadas quando citados em culturas. Todas as pessoas, que interagem em uma sociedade querem e podem obter nas principais formas de aprendizagem, e obtenção de cultura, tornando-se uma pessoa culta!

A principal forma cultural construída por essas indústrias é a televisão, que ensina e forma indivíduos cada vez mais cedo. Nela podem-se observar diferentes temas e culturas expostas a qualquer horário e idade. Os conteúdos nela existentes possuem mensagens subliminares que conseguem escapar da consciência, o que tende a provocar alienação.

Diante disso, pode-se perceber este meio cultural como um produto bom que é capaz de mostrar conteúdos reveladores e contribuir para o desenvolvimento humano e um produto ruim capaz de alienar uma pessoa, levando-a a pensar e agir como lhe é proposto sem qualquer tipo de argumentação.

No Brasil, a indústria cultural não é natural, pois foca temas, assuntos e culturas estrangeiras no lugar de ensinar e incentivar o interesse sobre a história e as tradições do próprio Brasil. Infelizmente, a triste realidade brasileira é que são focados apenas objetos de compra e venda e não a propriamente cultura no qual esta se propunha. A produção realizada pela indústria cultural é centralizada no interesse lucrativo, o que impõe um determinado padrão a ser mostrado que transforma o espectador numa pessoa de crítica rebaixada e de mente feita apenas por produtos e meios de comunicação, que fazem desses mesmos, apenas mais alguns hipnotizados.

sábado, 24 de outubro de 2009

O conceito de Identidade


O conceito de Identidade


Identidade é a igualdade completa. Cultural é um adjetivo de saber. Logo, a junção das duas palavras produz o sentido de saber se reconhecer. Muitas questões contemporâneas sobre cultura que se relacionam com questões sobre identidade. A discussão sobre a identidade cultural acaba influenciada por questões sobre: gênero, raça, história, nacionalidade, orientação sexual, crença religiosa e etnia.


Na percepção individual ou coletiva da identidade, a cultura exerce um papel principal para delimitar as diversas personalidades, os padrões de conduta e ainda as características próprias de cada grupo humano. A influência do meio constantemente modifica um ser já que nosso mundo é repleto de inovações e características temporárias, os chamados "modismos".

No passado as identidades eram mais conservadas devido à falta de contato entre culturas diferentes; porém, com a
globalização, isso mudou fazendo com que as pessoas interagissem mais, entre si e com o mundo ao seu redor. Uma pessoa que nasce em um lugar absorve todas as características deste, entretanto, se ela for submetida a uma cultura diferente por muito tempo, ela adquirirá características do novo local onde está agregada.

Para o teórico Milton Santos, o conhecimento e o saber se renovam do choque de culturas, sendo a produção de novos conhecimentos e técnicas, produto direto da interposição de culturas diferenciadas - com o somatório daquilo que anteriormente existia. Para ele, a globalização que se verificava já em fins do século XX tenderia a uniformizar os grupos culturais, e logicamente uma das conseqüências seria o fim da produção cultural, enquanto gerador de novas técnicas e sua geração original. Isto refletiria, ainda, na perda de identidade, primeiro das coletividades, podendo ir até ao plano individual.

Segundo Stuart Hall (1999) uma identidade cultural enfatiza aspectos relacionados ao nosso pertencimento a culturas étnicas, raciais, lingüísticas, religiosas, regionais e/ou nacionais. Ao analisar a questão, este autor focaliza particularmente as identidades culturais referenciadas às culturas nacionais. Para ele, a nação é além de uma entidade política – o Estado –, ela é um sistema de representação cultural (grifos do autor).

Noutros termos, a nação é composta de representações e símbolos que fundamentam a constituição de uma dada identidade nacional. Segundo Hall (1999), as culturas nacionais produzem sentidos com os quais podemos nos identificar e constroem, assim, suas identidades. Esses sentidos estão contidos em estórias, memórias e imagens que servem de referências, de nexos para a constituição de uma identidade da nação.

Entretanto, segundo Hall (1999), vivemos atualmente numa “crise de identidade” que é decorrente do amplo processo de mudanças ocorridas nas sociedades modernas. Tais mudanças se caracterizam pelo deslocamento das estruturas e processos centrais dessas sociedades, abalando os antigos quadros de referência que proporcionavam aos indivíduos uma estabilidade no mundo social.

A modernidade propicia a fragmentação da identidade. Conforme ele, as paisagens culturais de classe, gênero, sexualidade, etnia, raça e nacionalidade não mais fornecem “sólidas localizações” para os indivíduos. O que existe agora é descentramento, deslocamentos e ausência de referentes fixos ou sólidos para as identidades, inclusive as que se baseiam numa idéia de nação.

HALL, Stuart. A Identidade Cultural na Pós-Modernidade. 3º ed. Rio de Janeiro: DP&A Editora, 1999.

sábado, 17 de outubro de 2009

Revalorização da identidade cultural e a globalização




Revalorização da identidade cultural e a globalização
No post de hoje, reviso algumas idéias referentes ao processo de globalização da sociedade realizando uma pequena análise de suas repercussões sobre formação da identidade cultural.

“O processo de globalização leva a sociedade a ver o mundo como “um só lugar” ”.

A frase acima é utilizada com freqüência para caracterizar a sociedade contemporânea. Vista isoladamente, sugere que a sociedade tende a se unificar, anulando as diversidades e as culturas regionais. No entanto, a dinâmica societária traz evidências contrárias. Autores como Canclini, Castells, Featherstone, Giddens, Hall e Ianni evidenciam, em recentes estudos, que a atual fase da globalização vem provocando reações que buscam uma redescoberta das particularidades, das diferenças e dos localismos.

O processo de globalização estabelece uma nova relação entre as culturas locais e a cultura global. A disseminação da cultura mundializada influencia os padrões de comportamento, provocando uma valorização da tradição e um fortalecimento dos regionalismos manifestos na identidade cultural.

A identidade cultural é vista como uma forma de identidade coletiva característica de um grupo social que partilha as mesmas atitudes e, está apoiada num passado com um ideal coletivo projetado. Ela se fixa como uma construção social estabelecida e faz os indivíduos se sentirem mais próximos e semelhantes.

O processo de revalorização das particularidades e dos localismos culturais é inegável no atual momento histórico social. Ao mesmo tempo em que são incorporados costumes e valores de outras culturas aos hábitos do cotidiano, em todas as latitudes, os localismos voltam a ser valorizados. Há uma busca das particularidades e o senso de diferença se intensifica cada vez mais em todas as regiões do planeta.

sábado, 10 de outubro de 2009

Cultura de massa x Cultura popular


Cultura de massa x Cultura popular

Qual a diferença entre cultura popular e cultura de massa?

A cultura em determinada região pode ser considerada regional ou popular, possui traços típicos.A cultura de massa extrapola limites de territorialidade, a mídia produz a massificação da cultura.

Chama-se cultura de massa toda cultura produzida para a população em geral — a despeito de heterogeneidades sociais, étnicas, etárias, sexuais ou psicológicas — e veiculada pelos meios de comunicação de massa. Enfim, cultura de massa, é toda manifestação cultural produzida para o conjunto das camadas mais numerosas da população; o povo, o grande público.
Como conseqüência das tecnologias de comunicação surgidas no século XX, e das circunstâncias configuradas na mesma época, a cultura de massa desenvolveu-se a ponto de ofuscar os outros tipos de cultura anteriores e alternativos a ela. Antes de haver cinema, rádio e TV, falava-se em cultura popular, em oposição à cultura erudita das classes aristocráticas; em cultura nacional, componente da identidade de um povo; em cultura , conjunto historicamente definido de valores estéticos e morais; e num número tal de culturas que, juntas e interagindo, formavam identidades diferenciadas das populações.
A chegada da cultura de massa, porém, acaba submetendo as demais “culturas” a um projeto comum e homogêneo — ou pelo menos pretende essa submissão. Por ser produto de uma indústria de porte internacional (e, mais tarde, global), a cultura elaborada pelos vários veículos então surgentes esteve sempre ligada intrinsecamente ao poder econômico do capital industrial e financeiro. A massificação cultural, para melhor servir esse capital, requereu a repressão às demais formas de cultura — de forma que os valores apreciados passassem a ser apenas os compartilhados pela massa.
A cultura popular, produzida fora de contextos institucionalizados ou mercantis, teve de ser um dos objetos dessa repressão imperiosa. Justamente por ser anterior, o popular era também alternativo à cultura de massa, que por sua vez pressupunha — originalmente — ser hegemônica como condição essencial de existência.
O que a indústria cultural percebeu mais tarde (e Adorno constatou, pessimista), é que ela possuía a capacidade de absorver em si os antagonismos e propostas críticas, em vez de combatê-lo. Desta forma, sim, a cultura de massa alcançaria a hegemonia: elevando ao seu próprio nível de difusão e exaustão qualquer manifestação cultural, e assim tornando-a efemêra e desvalorizada.
A “censura”, que antes era externa ao processo de produção dos bens culturais, passa agora a estar no berço dessa produção. A cultura popular, em vez de ser recriminada por ser “de mau gosto” ou “de baixa qualidade” , é hoje deixada de lado quando usado o argumento mercadológico do “isto não vende mais” — depois de ser repetida até exaurir-se de qualquer significado ideológico ou político.
No contexto da indústria cultural — da qual a mídia é o maior porta-voz — são totalmente distintos e independentes os conceitos de “popular” e “popularizado”, já que o grau de difusão de um bem cultural não depende mais de sua classe de origem para ser aceito por outra. A grande alteração da cultura de massa foi transformar todos em consumidores que, dentro da lógica iluminista, são iguais e livres para consumir os produtos que desejarem. Dessa forma, pode haver o “popular” (i.e., produto de expressão genuína da cultura popular) que não seja popularizado (“que não venda bem”, na indústria cultural) e o “popularizado” que não seja popular (vende bem, mas é de origem elitista).

sábado, 3 de outubro de 2009

A cultura do consumo

A cultura do consumo


Vivemos em uma sociedade que gira em torno das mercadorias. A partir delas, os indivíduos comunicam-se e sentem-se incluídos no coletivo. O ato de possuir ou desejar bens tornam os indivíduos ''distintos ou iguais'' aos demais membros de seu grupo sócio-cultural.

De acordo com Baudrillard (1993,), qualquer bem, para que seja consumido deve se transformar primeiro em signo. Assim, o consumo consiste em uma relação ativa, estabelecida entre objetos, sujeitos e mundo.

Para Canclini (1997) o signo é caracterizado pelo conjunto de implicações simbólicas que vêm associadas a um determinado objeto e é atribuído socialmente. O valor de símbolo difere dos valores que a sociedade estabelece para um determinado objeto e é atribuído individualmente.

Também para Vestergaard e Schroder (1996,p.05): (...) ao consumir bens estamos satisfazendo ao mesmo tempo necessidades materiais e sociais. Os vários grupos sociais identificam-se por suas atitudes, maneiras, jeito de falar e hábitos de consumo – por exemplo – pelas roupas que vestem. Desta forma, os objetos que usamos ou consumimos deixam de ser meros objetos de uso para se transformar em veículos de informação sobre o tipo de pessoas que somos ou gostamos de ser.

Neste sentido, os veículos da comunicação de massa atuam de forma a possibilitar uma uniformização dos padrões referenciais de consumo, as mesmas mercadorias seriam desejadas, independente do grupo social a que o indivíduo pertença. A TV é o meio de comunicação em massa mais forte, pois ela atinge a grande maioria dos consumidores, e principalmente, passou a ser um elemento de regulação da vida cotidiana. Por outro lado, a mídia impressa, especialmente, as revistas femininas, possui o foco voltado para a divulgação de produtos que estimulam os interesses das mulheres, tidas como consumistas natas.

Na prática ou pelo menos, ideologicamente, o consumo atinge a todos, pois as classes ditas ''médias'' e os trabalhadores mais pobres sofrem o mesmo tipo de pressão para que consumam. Ambos desejam ou necessitam desejar a participação neste mesmo sistema, idéia de estar adquirindo uma mercadoria de novo valor.

Dessa forma, as mídias foram responsáveis pelo processo de relativa unificação do campo do simbólico do consumo, por meio da difusão das mercadorias consideradas consensualmente como objetos de desejo. As mercadorias constituem o fundamento da existência do consumo. Isto faz com que elas sejam criadas infinitamente, pois serão logo destruídas e substituídas.

O consumo como uma das dimensões do processo comunicacional, relacionando-os com práticas e apropriações culturais dos diversos sujeitos envolvidos no sistema, “as práticas de consumo têm grande importância nas relações comunicacionais que vem se estabelecendo na sociedade contemporânea” Canclini (1999).

Os grupos sócio-culturais possuem ou desejam possuir determinadas mercadorias que atuam como elementos de distinção independente de suas condições materiais. Assim, as imagens moldam o posicionamento social, levam por vezes ao consumo de imagens do feminino nos produtos culturais.

O interessante na cultura do consumo é que, na era nômade havia trocas de mercadorias de acordo com as necessidades orgânicas dos indivíduos. No atual sistema de consumo, as imagens são produtos de primeira necessidade.

sábado, 26 de setembro de 2009

Identidade cultural

Como a temática está sempre em evidencia, no post de hoje trago um pouco mais sobre identidade cultural mostrando que segundo teorias recentes, o tema da identidade cultural se constrói de forma múltipla e dinâmica. Boa leitura!

A identidade cultural é um conjunto vivo de relações sociais e patrimônios simbólicos historicamente compartilhados que estabelece a comunhão de determinados valores entre os membros de uma sociedade. Sendo um conceito de trânsito intenso e tamanha complexidade, podemos compreender a constituição de uma identidade em manifestações que podem envolver um amplo número de situações que vão desde a fala até a participação em certos eventos.
Durante muito tempo, a idéia de uma identidade cultural não era devidamente problematizada no campo das ciências humanas. Com o desenvolvimento das sociedades modernas, muitos teóricos tiveram grande preocupação em apontar o enorme “perigo” que o avanço das transformações tecnológicas, econômicas e políticas poderiam oferecer a determinados grupos sociais. Nesse âmbito, principalmente os folcloristas, defendiam a preservação de certas práticas e tradições.
Por outro lado, algumas recentes teorias culturais desenvolvidas no campo das Ciências Humanas desempenharam o papel inovador de questionar o próprio conceito de identidade cultural. De acordo com essa nova corrente, muito em voga com o desenvolvimento da globalização, a identidade cultural não pode ser vista como sendo um conjunto de valores fixos e imutáveis que definem o indivíduo e a coletividade a qual ele faz parte.
Um dos mais conhecidos exemplos dessa nova tendência que pensa a questão das identidades pode ser encontrada na obra do pesquisador Nestor Garcia Canclini. Em vários de seus escritos, este pensador tem a recorrente preocupação de analisar diversas situações onde mostra que a cultura e as identidades não podem ser pensadas como um patrimônio a ser preservado. Longe disso, ele assinala que o intercâmbio e a modificação são caminhos que orientam a formulação e a construção das identidades.
Com esses referenciais, antigos problemas que organizavam os estudos culturais perdem a sua força para uma visão de natureza mais ampla e flexível. A antiga dicotomia que propunha a cisão entre “cultura popular” e “cultura erudita”, por exemplo, deixa de legitimar a ordenação das identidades por meio de pressupostos que atestavam a presença de esferas culturais intocáveis em uma mesma sociedade. Além disso, outras investigações cumpriram o papel de questionar profundamente o clássico conceito de aculturação.
Partindo dessas novas noções de identidade, antigos temas relacionados à cultura que aparentavam completo esgotamento ganharam um novo fôlego interpretativo. As identidades passaram a ser trabalhadas com definições menos rígidas. Diversos estudos vão contra a idéia de que uma população deve abraçar a sua cultura e garantir todas as formas possíveis de cristalizá-la. Dessa forma, presenciamos a abertura de novas possibilidades de entender o comportamento do homem com seu mundo.
Até a próxima!!

sábado, 19 de setembro de 2009

.: O que é História Cultural

Dentro da perspectiva de resgate de diversos textos condensados por mim nestes últimos anos, trago hoje um pequeno resumo de um livro de Peter Buker,

O que é história cultural? A pergunta, formulada há mais de um século, até hoje não obteve resposta satisfatória.

Sem a pretensão de esgotar um tema tão complexo, o autor procura explicar a emergência, a partir da década de 1970, dos aspectos culturais do comportamento humano como centro privilegiado do conhecimento histórico, o que ele chama de ''virada cultural''.

Esse modo de compreender a história resultou em um certo abandono dos esquemas teóricos generalizantes, com a valorização de grupos particulares, em locais e períodos específicos.

Assim, surgiram trabalhos sobre gênero, minorias étnicas e religiosas, hábitos e costumes, incorporando metodologias e conceitos de outras disciplinas.

Burke é um historiador cultural que põe em prática algumas das diferentes abordagens discutidas nesse livro - como a recusa do conceito de civilização, a expansão da idéia de cultura e a concepção da história como narrativa.

São aqui tratadas, em ordem cronológica, as principais formas pelas quais a história cultural foi e ainda é escrita, com especial atenção para as tradições comuns aos atuais historiadores, assim como para seus conflitos e debates.

Ao final do volume, o autor apresenta uma lista de obras que marcaram o desenvolvimento da disciplina e sugestões de leitura sobre o tema.

Fonte: BURKE, Peter. O que é História Cultural? Editora Zahar. RJ: 2008.

sábado, 12 de setembro de 2009

O papel da mídia no consumismo

Os órgãos midiáticos são os maiores responsáveis pela compulsividade consumista dos últimos tempos. Com propagandas apelativas e com o alto poder de persuasão, a televisão influencia a sociedade à prática do consumismo.

Tal poder de influência da mídia a torna capaz de distorcer ilusoriamente a natureza de certos produtos, transformando o supérfluo em essencial. Esta transformação vem causando uma exagerada valorização material por parte da sociedade, e atribuindo ao homem a necessidade psicológica de comprar mais, e cada vez mais.

A supervalorização material é um grave problema, pois faz com que as pessoas gastem mais do que possuem. Ou pior, muitas vezes é responsável pelo desvio de conduta do homem, pois este passa a priorizar a posse, mesmo que para obtê-la seja necessário ignorar princípios éticos e morais.

A mídia brasileira está recheada de informações fúteis e alienadoras, bem como de vários programas que têm como a finalidade exclusiva de promover a própria emissora. Um bom exemplo é o programa Vídeo Show, que promove as "estrelas" da própria Rede Globo desde o primeiro até o último minuto da exibição.

Uma séria intervenção política, na área da comunicação, é essencial para mudar o quadro de alienação populacional causada pela televisão. Impulsionar o desenvolvimento de programas educativos que conscientizem a população dos problemas sociais e econômicos do país e, ao mesmo tempo, fiscalizar os conteúdos abusivos das propagandas televisivas, são medidas que devem contribuir decisivamente para diminuir o problema do consumismo.

Melhorar este quadro de ignorância populacional é possível, sim, mas é algo que só se concretizará quando o Estado deixar de preocupar-se com o domínio da massa através da alienação, e passar a priorizar o desenvolvimento social, usufruindo primordialmente da educação.

sábado, 5 de setembro de 2009

A História do Nordeste – Na voz de Luiz Gonzaga

Durante a história da música popular brasileira, vem os ritmos do longínquo nordeste ganhando foros de civilização, deixando as rústicas cabanas de taipa – onde é dançada no chão de barro batido, à luz bruxoleante de fumacentos lampiões – para ascender aos mais aristocráticos ambientes.

Todavia, há um fato importante a observar, a popularidade da música nordestina (côco, rojão, frevo, baião, etc.) se deve a um sanfoneiro, um músico e compositor que fez escola. Trata-se evidentemente, de Luiz Gonzaga, carinhosamente apelidado de “Lua”.

Luiz Gonzaga aproveitou motivos de sua terra e incorporou-se em luzentes composições musicais representados neste álbum. Gravado pela RCA Victor esse LP de 8 polegadas apresenta oito números bem representativos da literatura musical nordestina, seis dos quais de co-autoria do próprio Gonzaga.

A história do nordeste – Na voz de Luiz Gonzaga RCA Victor - 1954
faixas:
01 – Paraíba (Humberto Teixeira – Luiz Gonzaga)
02 - Respeita Januário (Humberto Teixeira – Luiz Gonzaga)
03 - Saudade de Pernambuco (Sebastião Rosendo – Salvador Miceli)
04 - O Xote das Meninas (Zé Dantas – Luiz Gonzaga)
05 - O ABC do Sertão (Zé Dantas – Luiz Gonzaga)
06 – Acauã (Zé Dantas)
07 – Algodão (Zé Dantas – Luiz Gonzaga)
08 - Asa Branca (Humberto Teixeira – Luiz Gonzaga)

Fonte: http://www.forroemvinil.com
Acesso em 03 setembro 2009

sábado, 29 de agosto de 2009

Cultura brasileira é resultado da miscigenação de três povos

A palavra folclore foi utilizada pela primeira vez num artigo do arqueólogo William John Thoms, publicado no jornal londrino "O Ateneu", em 22 de agosto de 1846 (por isso 22 de agosto é o dia do folclore). Ela é formada pelos termos de origem saxônica: "folk" que significa "povo" e "lore" que significa "saber". Portanto o "folklore" é o saber do povo ou a sabedoria popular. No Brasil, a palavra adaptada tornou-se "folclore".
Em todas as partes do mundo, cada povo tem seu folclore, sua forma de manifestar suas crenças e costumes. O folclore se manifesta na arte, no artesanato, na literatura popular, nas danças regionais, no teatro, na música, na comida, nas festas populares como o carnaval, nos brinquedos e brincadeiras, nos provérbios, na medicina popular, nas crendices e superstições, mitos e lendas.
O folclore é o conjunto das criações de uma comunidade cultural, baseadas nas tradições de um grupo ou indivíduos, que expressam sua identidade cultural e social, além das normas e valores que se transmitem oralmente, passando de geração em geração.
Mitos e lendas

As lendas misturam fatos reais e históricos com a fantasia e procuraram dar explicação aos fatos da vida social de uma determinada comunidade. Os mitos, tão antigos quanto a própria humanidade, são narrativas que possuem um forte simbolismo e foram criados pelos povos primitivos para explicar as coisas que não entendiam, como os fenômenos da natureza.
No Brasil, o folclore foi resultado da miscigenação de três povos (indígena, português e africano) e da influência dos imigrantes de várias partes do mundo. Por isso, nosso país tem uma tradição folclórica variada, rica e muito peculiar. Em cada região brasileira, o folclore apresenta semelhanças e diferenças.
Câmara Cascudo

Um grande estudioso do folclore nacional foi Luís da Câmara Cascudo, nascido em Natal, no Rio Grande do Norte em 1898 e autor de mais de 150 livros. Ainda hoje, a obra de Câmara Cascudo é uma referência imprescindível para se tratar do folclore, até porque diversas expressões folclóricas brasileiras por ele documentadas já desapareceram e não podem mais ser observadas.
O folclore, em especial a partir do século 20, serviu de base para a produção da arte culta brasileira. Os exemplos estão presentes em todas as artes. O pintor ítalo-brasileiro Alfredo Volpi fez das bandeiras das festas juninas um elemento freqüente de seus quadros e gravuras. O compositor fluminense Villa-Lobos aproveitou-se de temas do folclore em sua obra musical.
Mário de Andrade e Ariano Suassuna

Na literatura, há no mínimo três autores de importância indiscutível que se utilizaram de elementos da cultura popular. O paulista Mário de Andrade, grande estudioso do folclore, escreveu sua obra-prima, "Macunaíma", reunindo com olhar irônico e crítico inúmeras narrativas do folclore brasileiro.
O mineiro João Guimarães Rosa, autor de "Grande Sertão: Veredas" - um clássico da literatura nacional - tematiza a vida do sertanejo e trabalha tanto elementos característicos de narrativas folclóricas, quanto a própria forma sertaneja de uso da língua portuguesa. Da mesma maneira, o paraibano Ariano Suassuna compôs uma ampla obra teatral baseada na tradição folclórica nordestina. Como exemplo, podem-se citar "O Auto da Compadecida" ou "A Pena e a Lei", sem falar no monumental "Romance da Pedra do Reino".
Mazzaropi e Zé do Caixão

Convém lembrar que o folclore brasileiro - ligado ao universo rural, pois a industrialização do país é recente, em termos históricos - chegou a influenciar nossos meios de comunicação de massa. O ator e diretor
Amacio Mazzaropi levou o caipira do interior paulista para as telas do cinema. O animador de programas de auditório Abelardo Chacrinha Barbosa fez enorme sucesso na TV utilizando-se elementos de festas populares do Nordeste, como as disputas entre cordões (o encarnado e o azul), que eram mediados por um Velho, a quem Chacrinha personificava.
Nos meios de comunicação de massa, como o cinema, a estética dos circos mambembes que percorriam o interior do país também podem ser encontradas em produções cinematográficas inusitadas como os filmes de terror José Mojica Marins, conhecido como Zé do Caixão.
Um pouco de música

Em matéria de música folclórica, também chamada de "música de raiz", Inezita Barroso é uma grande pesquisadora.
Na próxima tem mais!!!!

sábado, 22 de agosto de 2009

Cultura em movimento: A Identidade Cultural

imagem capturada na web

Cultura em movimento: A Identidade Cultural

Desde o surgimento do homem, após o agrupamento do mesmo e o convívio social, uma troca de experiências e reciprocidade foi estabelecida.

Todo o conjunto de conhecimentos e modos de agir e pensar dá origem à cultura, toda sociedade tem a sua, pois não existe sociedade sem cultura, independentemente do lugar.

Um recém nascido em seus primeiros minutos já começa, de certa maneira, a se socializar, pois existem várias pessoas ao seu redor criando uma relação social e cultural, quando estiver falando ou aprendendo a falar ele vai adquirir uma língua que é sem dúvida uma herança cultural, sem contar o seu modo de vestir que vai variar conforme o país, a alimentação, os rituais entre outros.

A identidade cultural caracteriza as pessoas pelo modo de agir, de falar, é como se as “rotulasse” a partir dos modos específicos de sua cultura.

A cultura é fruto da miscigenação de diferentes povos que introduziram seus hábitos e costumes, com o contato de uma cultura e outra, pode gerar uma cultura ainda mais diferente.

A identidade cultural move os sentimentos, os valores, o folclore e uma infinidade de itens impregnados nas mais variadas sociedades do mundo, e apresenta o reflexo da convivência humana.

sábado, 15 de agosto de 2009

Cultura: entenda o que essa palavra significa

Definir cultura não é uma tarefa simples. Várias noções têm perpassado os tempos e, ainda hoje, podemos dizer que o termo cultura encontra-se num processo de ajuste constante de sua definição.

Um dos seus significados originais aponta para "cultivo agrícola", referindo-se ao que cresce naturalmente. Inicialmente, a cultura estava associada a algo que era material e, a partir de um desdobramento histórico (a passagem da civilização de uma vida rural para a vida concentrada em centros urbanos), o termo assumiu sentido no âmbito intelectual.

Da raiz latina colere, cultura pode significar desde cultivar e habitar a adorar e proteger, levando ao termo "culto", utilizado no sentido religioso. Assim, a cultura estende-se para o domínio das artes sagradas, além de significar as tradições de um povo, a serem protegidas e veneradas.

Cultura e civilização

Assim, ao se aproximar da definição que nos interessa neste artigo, o termo se afasta do seu sentido original. A cultura, agora marcada pela sua identidade com o espaço urbano, dota aqueles que aí vivem de certos atributos: ser culto significa compreender regras que determinam um refinamento presente nas relações sociais. Isto aparece em oposição ao campo, que seria um espaço de não-cultura.

Raymond Williams dedicou-se a estudar a noção de cultura em toda a sua complexidade. Em uma proposta de definição, este autor sugere que, a partir do século 18, cultura seria sinônimo de "civilização", integrando-se a um processo geral de progresso intelectual, espiritual e material. Neste terreno, costumes e moral fazem parte do amplo sentido aí atribuído, levando em conta que ser civilizado compreende "não cuspir no tapete, assim como não decapitar seus prisioneiros de guerra" (EAGLETON, 2000).

Desse modo, cultura e civilização confundem-se, gerando uma ambigüidade que se manteria até finais do século 19, quando suas noções vão se tornando distintas e, em certa medida, antagônicas.

Civilização adquire um sentido de caráter sociável, cordialidade e maneiras agradáveis, apresentando-se como um utilitário nas relações sociais; cultura, por sua vez, torna-se algo que diz respeito ao espiritual, ao crítico, ao sensível, enfatizando os altos princípios humanos.

Essa rivalidade mantinha-se ainda como um jogo de oposição política e ideológica criada entre aristocracia e burguesia, respectivamente, entre tradição e modernidade.

Conjunto de manifestações

Em princípios do século 20, a noção de cultura vai tomando contornos de pluralidade: fala-se nas culturas de diferentes nações e períodos, bem como de diferentes culturas dentro de uma mesma nação, em um mesmo período.

Há um progressivo despontar da cultura como um conjunto de elementos caracterizadores de grupos específicos enquanto "políticas de identidade", incluindo os movimentos de minorias.

No entanto, quando o conceito de cultura vê-se pluralizado, torna-se difícil manter seu caráter positivo; ao falarmos em pluralidade cultural, assumimos que podemos nos referir à "cultura da máfia" ou à "cultura dos serial killers" enquanto grupos detentores de uma identidade coesa. Porém, a aceitação destas formas de cultura está comprometida, pois se incompatibiliza com os valores da sociedade vigente.

Por outro lado, este alargamento da noção de cultura permite contribuições importantes, uma vez que ela passa a ser entendida enquanto um todo de manifestações compartilhadas nos diferentes domínios de um grupo (artístico, lingüístico, econômico, social, etc.). E, tal como o foi em outros períodos, a noção de cultura segue seu percurso, sendo redefinida de acordo com as ênfases econômicas, políticas e ideológicas particulares a um momento histórico.

Por fim, a definição de cultura conhece em nossos dias uma amplitude de seu significado. Falamos em cultura de massas e cultura de minorias; compreendemos que não há culturas melhores que outras, mas sim uma diversidade delas; e podemos identificá-la ainda como um complexo conjunto de valores e práticas que os indivíduos constroem e mantém como identidade de um dado grupo.

Bibliografia comentada: EAGLETON, Terry. A idéia de cultura São Paulo: Unesp, 2000.