O Mundo das ideias IDENTIDADE, CULTURA E MEMÓRIA nesse NORDESTE CONTEMPORÃNEO de causos e fatos interessantes do ontem e do hoje passado no interior alagoano de gente encantadora e abraço pronto!
sábado, 25 de junho de 2011
O Mundo das ideias sábado, 18 de junho de 2011
sábado, 11 de junho de 2011
O Senso Comum está cercado de opiniões não conclusivas, não fundamentadas e isso podemos observar facilmente em nosso cotidiano. Segundo o Dicionário Virtual Priberam, o senso comum é a “faculdade que a generalidade dos homens possui de raciocinar com acerto” e, o senso crítico, a “faculdade de apreciar e julgar com ponderação e inteligência”. sábado, 4 de junho de 2011
Dialética: Para além do senso comum
Para o senso comum, a oposição entre verdadeiro e falso é algo de fixo; habitualmente ele espera que se aprove ou se rejeite em bloco um sistema filosófico existente; e, numa explicação sobre tal sistema, ele só admite uma ou outra dessas atitudes. Não concebe a diferença entre os sistemas filosóficos como o desenvolvimento progressivo da verdade; para ele, diversidade significa unicamente contradição. O broto desaparece na eclosão da flor e poder-se-ia dizer que aquele é refutado por esta; do mesmo modo, o fruto declara que a flor é uma falsa existência da planta e a substitui enquanto verdade da planta.
sábado, 28 de maio de 2011
Senso Crítico ou Senso Comum

Senso Crítico ou Senso Comum
Senso Comum descreve as crenças e proposições que aparecem como normal, sem depender de uma investigação detalhada para alcançar verdades mais profundas como as científicas.
No Brasil dizem que não existem direitos para os mais pobres, que o Brasil é o país da corrupção, será mesmo.
A meu ver se os brasileiros exigirem seus direitos que estão na constituição, cobrar maior atuação dos políticos para melhoria da qualidade de vida podem ter certeza que muitas coisas irão mudar.
Senso crítico é a capacidade que um individuo tem de criar sua própria opinião, independente do senso comum. Desenvolver o senso critico é permitir ver o novo, é a oportunidade de criar. Ex Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil, se formos, além disso, podemos desenvolver o nosso senso critico, Ele descobriu o Brasil após vieram os portugueses exploraram os nossos Índios nossa terra e hoje os Índios no Brasil sofrem com as mudanças culturais e muitos deles na atualidade não tem direito a terra.
Portanto a partir de hoje vamos desenvolver cada vez mais o nosso senso crítico e ao receber informações ou pesquisar algo vamos além e descobrir o novo para após podermos CRIAR.
sábado, 21 de maio de 2011

Relativismo cultural
O Relativismo cultural é uma ideologia político-social que defende a validade e a riqueza de qualquer sistema cultural e nega qualquer valorização moral e ética dos mesmos.
O relativismo cultural defende que o bem e o mal, o certo e o errado, e outras categorias de valores são relativos a cada cultura. O "bem" coincide com o que é "socialmente aprovado" numa dada cultura. Os princípios morais descrevem convenções sociais e devem ser baseados nas normas da nossa sociedade. Portanto esta atitude consiste em aceitar as diferenças culturais, considerando que estas devem ser respeitadas e preservadas, e como tal não pode haver misturas entre as culturas. O relativismo cultural pode levar ao racismo, isolamento e estagnação.
Relativismo cultural é o princípio que prega que uma crença e/ou atividade humana individual deva ser interpretada em termos de sua própria cultura. Esse princípio foi estabelecido como axiomático na pesquisa antropológica de Franz Boas nas primeiras décadas do século XX e, mais tarde, popularizado pelos seus alunos. A idéia foi articulada por Boas em 1887: "...civilização não é algo absoluto, mas (...) é relativa, e, nossas idéias e concepções são verdadeiras apenas na medida de nossa civilização".
O Multiculturalismo foi o responsável por uma série de estudos de ordem organizacional dentro do mundo corporativo. Afinal, é justamente a esfera econômica a primeira a se emaranhar nos termos da globalização. E globalização comercial envolve, como vimos no caso Nintendo, a consideração de valores morais, de normas de comportamento e de modos corretos de se agir comercialmente. A questão é que agir comercialmente implica em resolver problemas que, em um contexto globalizado, nenhuma nação havia tido de enfrentar antes. Diante disso, o multiculturalismo se impõe como elemento fundamental na aprendizagem conceitual e nos processos de inovação, tão necessários na época da mobilidade. Isso ocorre porque, no que tange à resolução de problemas, como afirma Fleury, cada grupo desenvolve suas próprias formas de resolver seus problemas comuns, de acordo com sua própria cultura organizacional.
Se nossa cultura concebe formas de lidar com diversos problemas, incluindo os de ordem empresarial e corporativista, isso não quer dizer que nossas formas de resolução sejam as únicas possíveis, muito menos as únicas corretas ou adequadas. Abre-se, portanto, o caminho para a observação das diferenças de cultura organizacional como formas variadas de resolução, que muito podem contribuir para se enfrentar os novos problemas que emergem na pós-modernidade.
Dentro do novo contexto de relações empresariais que nos encontramos, para empreender um processo organizacional adequado e efetivo, torna-se necessário, conforme Afonso Fleury:
Compreender as formas de interação, as relações de poder no interior das organizações e sua expressão ou mascaramento através de símbolos e práticas organizacionais.
É o que teve de ser feito no caso da inserção dos países do Oriente no mercado Ocidental. Não bastou simplesmente o uso convencional das práticas administrativas. Tornou-se necessário o conhecimento do contexto cultural que valida as ações das empresas orientais. Da mesma forma, diante das circunstâncias diferenciadas emergentes nas novas relações de negócios, o juízo moral sobre as práticas culturais necessita ser reavaliado, o que coloca a questão ética em primeiro plano como elemento determinante nas orientações administrativas do século XXI.
sábado, 14 de maio de 2011

Etnocentrismo
É a atitude de quem só reconhece legitimidade e valores às normas e valores vigentes na sua cultura ou sociedade. Ato da discriminação cultural baseado na crença de superioridade cultural.
Etnocentrismo é um fenômeno social muito comum em todos os aspectos culturais que vigoraram até o século XIX e mesmo no século XX, e que deve ser conhecido por conta de suas implicações nos processos administrativos e éticos dos tempos atuais nos quais nos encontramos.
Etnocentrismo poderia ser definido como um conceito antropológico, segundo o qual a visão ou avaliação que um indivíduo ou grupo de indivíduos faz de um grupo social diferente do seu é apenas baseada nos valores, referências e padrões adotados pelo grupo social ao qual o próprio indivíduo ou grupo fazem parte.
O conceito de etnocentrismo surge como uma característica comum aos povos antigos. Isolados geograficamente, cada grupo étnico forma sua própria cultura, com seus valores, comunicação e comportamentos adequados às representações de seus conceitos existenciais. Da mesma forma, como cada cultura atribui seus valores e leis, bem como suas normas de conduta, à legislação metafísica dos deuses, torna-se comum a crença de que sua cultura é a referência de juízo sobre todas as demais culturas, quando ocorre o encontro entre duas etnias diferentes.
Todavia, o que era justificado por um conjunto cultural organizacional sistêmico, quando ocorre a derivação para os meios comerciais, e quando as tecnologias delimitam as fronteiras geográficas, passa a ser utilizado como um referencial arbitrário, que pode não se justificar nos contextos de relações empresariais. Isso resultou em uma série de situações desagradáveis, e em choques de valores que culminaram em desorganização, equívocos e conflitos comerciais.
O fato de que o ser humano vê o mundo através de sua cultura tem como conseqüência a propensão em considerar o seu modo de vida como o mais correto e o mais natural. Tal tendência, denominada etnocentrismo, é responsável em seus casos extremos pela ocorrência de numerosos conflitos sociais.
Não existem grupos superiores ou inferiores, mas grupos diferentes. Um grupo pode ter menor desenvolvimento tecnológico (como, por exemplo, os habitantes anteriores aos europeus que residiam nas Américas, na África e na Oceania) se comparado a outro mas, possivelmente, é mais adaptado a determinado ambiente, além de não possuir diversos problemas que esse grupo "superior" possui.
sábado, 7 de maio de 2011

Harmonia das diferenças
Você já pensou que o nosso grande problema, nas relações pessoais, é que desejamos que os outros sejam iguais a nós?
Em se falando de amigos, desejamos que eles gostem exatamente do que gostamos, que apreciem o mesmo gênero de filmes e música que constituem o nosso prazer. No âmbito familiar, prezaríamos que todos os componentes da família fossem ordeiros, organizados e disciplinados como nós. No ambiente de trabalho, reclamamos dos que deixam a cadeira fora do lugar, papel espalhado sobre a mesa e que derramam café, quando se servem.
Dizemos que são relaxados e que é muito difícil conviver com pessoas tão diferentes de nós mesmos. Por vezes, chegamos às raias da infelicidade, por essas questões.
E isso nos recorda da história de um menino chamado Pedro. Ele tinha algumas dificuldades muito próprias. Por exemplo, quando tentava desenhar uma linha reta, ela saía toda torta. Quando todos à sua volta olhavam para cima, ele olhava para baixo. Ficava olhando para as formigas, os caracóis, em sua marcha lenta, as florzinhas do caminho. Se ele achava que ia fazer um dia lindo e ensolarado, chovia. E lá se ia por água abaixo, todo o piquenique programado.
Um dia, de manhã bem cedo, quando Pedro estava andando de costas contra o vento, ele deu um encontrão em uma menina, e descobriu que ela se chamava Tina. E tudo o que ela fazia era certinho. Ela nunca amarrava os cordões de seus sapatos de forma incorreta nem virava o pão com a manteiga para baixo. Ela sempre se lembrava do guarda-chuva e até sabia escrever o seu nome direito. Pedro ficava encantado com tudo que Tina fazia. Foi ela que lhe mostrou a diferença entre direito e esquerdo. Entre a frente e as costas.
Um dia, eles resolveram construir uma casa na árvore. Tina fez um desenho para que a casa ficasse bem firme em cima da árvore.
Pedro juntou uma porção de coisas para enfeitar a casa. Os dois acharam tudo muito engraçado. A casa ficou linda, embora as trapalhadas de Pedro. Bem no fundo, Tina gostaria que tudo que ela fizesse não fosse tão perfeito. Ela gostava da forma de Pedro viver e ver a vida. Então Pedro lhe arranjou um casaco e um chapéu que não combinavam. E toda vez que brincavam, Tina colocava o chapéu e o casaco, para ficar mais parecida com Pedro.
Depois, Pedro ensinou Tina a andar de costas e a dar cambalhotas. Juntos, rolaram morro abaixo. E juntos aprenderam a fazer aviões de papel e a fazê-los voar para muito longe. Um com o outro, aprenderam a ser amigos até debaixo d'água. E para sempre.
Eles aprenderam que o delicioso em um relacionamento é harmonizar as diferenças. Aprenderam que as diferenças são importantes, porque o que um não sabe, o outro ensina. Aquilo que é difícil para um, pode ser feito ou ensinado pelo outro. É assim que se cresce no mundo. Por causa das grandes diferenças entre as criaturas que o habitam.
* * *
A sabedoria divina colocou as pessoas no mundo, com tendências e gostos diferentes umas das outras. Também em níveis culturais diversos e degraus evolutivos diferentes. Tudo para nos ensinar que o grande segredo do progresso está exatamente em aprendermos uns com os outros, a trocar experiências e valorizar as diferenças.
Autoria Desconhecida
sábado, 30 de abril de 2011

Walter Benedix Schönflies Benjamin nasceu em Berlim, em 15 de julho de 1892 e morreu em Portbou, na data de 27 de setembro de 1940. Era um filósofo e sociólogo judeu alemão.Associado à Escola de Frankfurt e à Teoria Crítica, foi inspirado pelo místico judaico Gerschom Scholem.
Fonte: http://conhecimentoefilosofia.blogspot.com/2011/01/walter-benjamin-magia-e-tecnica-arte-e.html
acesso março 2011
sábado, 23 de abril de 2011
O tempo e a atualidade de Walter BenjaminPor que os soldados voltavam sem nada para contar? Vazios de experiência?Walter Benjamin usou a idéia do Freud, a função permanente da consciência de aparar choques e de reagir a estímulos impede não só a consistência psíquica do que foi vivido, porque não dá para o psiquismo acompanhar e representar, memorizar e criar uma narrativa para o que foi vivido, como impede a transmissão.
Para Freud, isso é experiência, a qual é a obra psíquica de uma vida inteira, ou seja, poder narrar para mim mesmo o que eu estou vivendo e achar que algo disso que eu estou vivendo pode ser transmitido para o outro, de forma em que se cria uma espécie de corrente e a vida não pertence apenas àquele que vive, mas uma vida que se transmite, a sabedoria de vida, o legado.
sábado, 16 de abril de 2011
sábado, 9 de abril de 2011

sábado, 2 de abril de 2011

sábado, 26 de março de 2011

Filosofia. Ora, a filosofia procura estudar o sentido da vida, descobrir o significado das coisas, o "Por quê?", o "Como?" e o "Para que?".
Que dizer de uma área de estudo presente até mesmo em longas metragens? Matrix é uma boa representação. Resgata a mitologia grega, a etimologia e a filosofia. Isto pode ser percebido em várias cenas do filme. Uma delas quando Morfeu ( segundo a mitologia grega, era um espírito filho do sono e da noite. Que em absoluto silêncio, esvoaçava sobre um ser humano ou pousava sobre sua cabeça e tinha o poder de fazer adormecer e lhe aparecer em sonho ) leva Neo ( que quer dizer novo, ou aquele que renova ) para ouvir o Oráculo ( que é uma mensagem misteriosa enviada por uma divindade ou a própria divindade transmissora da mensagem ) e este lhe pergunta se havia lido a inscrição sobre a porta: "Conhece-te a ti mesmo" ( inscrição sobre um portal de um santuário dedicado ao deus Apolo, na cidade de Delfos - Grécia Antiga ).
Um dos nomes mais conhecidos do meio filosófico é Sócrates. Este, segundo a história, uma vez foi consultar o Oráculo do santuário de Apolo. E teve a seguinte resposta: " Sócrates é o mais sábio dos homens, pois é o único que sabe que não sabe."
Em comparação com o filme Sócrates assemelha-se a Neo. Ambos não se contentavam com as opiniões estabelecidas, com os preconceitos da sociedade, com as crenças incontestáveis. O grande filósofo desconfiava das aparências e procurava a realidade verdadeira de todas as coisas. Com a pergunta "O que é" ( o que é verdade?, o que é mentira?, o que é democracia?, etc. ), ele levava os atenienses a descobrir a diferença entre parecer e ser, entre mera crença ou opinião e verdade.
Como os de Neo, os combates socráticos não eram físicos, eram mentais, do pensamento. Toda a trajetória de Neo até o combate final na Matrix encontra-se também em "O mito da caverna" do filósofo Platão. Mito que, metaforicamente, relata a vivência humana que é forçada a acreditar naquilo que lhe é imposto, sem fazer qualquer tipo de questionamento ameaçador.
"O mito da caverna" nos instiga a, como Sócrates, perguntar "O que é?" e fugir do mundo de aparências em que vivemos. Um claro exemplo é que acreditamos na existência do tempo e que podemos medi-lo com instrumentos como o relógio e o cronômetro, sem questionarmos como, porque e para que.
Nota-se então que nossa vida cotidiana é feita de crenças silenciosas, da aceitação de coisas e idéias que nunca questionaremos por nos parecerem naturais. Cremos que somos seres racionais e, no entanto estamos acabando com o planeta. Cremos que somos capazes de conhecer as coisas e mesmo assim não respeitamos o meio-ambiente, deixando-nos levar pelo capitalismo. Acreditamos na existência da verdade e na diferença entre verdade e mentira.
Somos livres quando queremos ou apenas respeitamos as regras impostas pela sociedade? O que é a liberdade então?
Como é possível que haja duas realidades temporais diferentes, a marcada pelo relógio e a vivida por nós? Como é possível o tempo ser medido num relógio? O que é o tempo? Algo existente ou algo creditado pela nossa consciência?
- Será que percebemos as coisas como realmente são?
Enfim, diante de tantas indagações, tantas dúvidas, antes de tentar resolver os enigmas do mundo externo será mais proveitoso que comecemos compreendendo a nós mesmos.
sábado, 19 de março de 2011

Não há nada mais chato que ler um livro por obrigação. Espero que não seja este o seu caso. Aliás, tudo o que fazemos forçados é inconvenientemente doloroso. É preciso ter prazer naquilo que se faz.
Com a leitura não é diferente. Além do mais, o tempo dedicado a um livro é relativamente maior que a qualquer outro tipo de fruição intelectual. Aí vem sempre aquela velha desculpa: já não tenho tempo para ler livros. Mas o sujeito tem tempo para ir ao cinema, surfar na Internet, jogar conversa fora com os amigos e outros passatempos que lhe dão prazer.
Por isso, se você gosta de ler mas não tem tempo, ou então você, que está começando agora, e não consegue encontrar um livro que não seja chato, um conselho: experimente a leitura por duas, três, quatro páginas. Se não lhe der prazer, tesón, como dizem os hispanos, esqueça: esse livro não lhe merece. Ou vice-versa.
Porque um livro só é verdadeiramente um livro quando encontra um leitor. Livros que enfeitam estantes são tão inúteis quanto uma roda quadrada. O leitor deve interagir com o livro, deve vivê-lo plenamente, mas sem esquecer que o tempo de fruição é mais elástico que o de outras atividades.
Literatura não é cinema, que é consumido numa única sessão de, em média, duas horas. A leitura de um bom livro exige muitas horas e vários dias de dedicação. E se o prazer se mantém, se multiplica, quem ganha é o leitor.
Uma das mais interessantes teorias sobre a interpretação da obra literária é a estética da recepção, que procura analisar a obra literária em função dos inúmeros tipos de leitor que ela pode ter. Aliás, a verdadeira obra de arte traz consigo inúmeras possibilidades de interpretação.
Ao contrário da pose passiva que se esperaria de um leitor em contato com o livro − o livro como um repositório de informações, o leitor como destinatário −, cada leitor se posicionará em relação ao livro de maneira ativa, interagindo com ele de acordo com o seu nível de conhecimento − escolaridade, meio social, religião, profissão, enfim, o seu ambiente.
Se dois leitores de dois ambientes diferentes lerem o mesmo livro, sem dúvida nenhuma produzirão pelo menos duas leituras diferentes.
A Bíblia, por exemplo, que é uma verdadeira floresta de símbolos, terá variadas interpretações se lida sob a luz das várias teologias, e outras tantas ainda quando lida pelo homem comum ou por um intelectual anarquista.
Livro magnífico que é, a leitura da Bíblia não se esgotará jamais, e as divergências ajudarão a iluminá-la com a serena vela da dúvida e a torturante chama da paixão.
Porque essa é a essência da relação leitor/livro: se cada ser humano é único na imensidão do universo, cada livro será, para cada leitor, uma experiência singular, intransferível.
sábado, 12 de março de 2011
História das ideiasA partir da filosofia grega, nasceu a reflexão crítica e a necessidade de explicações racionais para o mundo. Ao contrário do pensamento oriental, que nunca rompeu definitivamente com a prática religiosa, a filosofia ocidental parte rumo a aventura única: entender o mundo dos homens de uma perspectiva antropocêntrica.
Nessa estante de conhecimento, alinhamos obras, autores e escolas filosóficas em uma mostra do que o homem pensou, criou e transformou a partir de suas idéias. Obras e autores se sucedem. Um novo livro é sempre resultado do antigo, serve de base para crítica ou para o próximo.
Fonte e endereço desta matéria:
http://www.superinteressante.com.br/superarquivo/2002/conteudo_266256.shtml
sábado, 5 de março de 2011

O ser humano desenvolveu a capacidade de transmitir conhecimento a seus semelhantes. Talvez tenha sido essa capacidade que permitiu sua sobrevivência como espécie e, certamente, foi ela que lhe deu a supremacia na escala evolutiva.
Nos primórdios da civilização bastou que esse conhecimento fosse transmitido por uma linguagem que misturava sons e gestos. Como isso era transmitido de geração em geração e como quem conta um conto aumenta um ponto, criaram-se histórias fantásticas. Surgiram as lendas das quais até hoje temos notícia.
Durante a era do gelo a humanidade sobreviveu graças à caça de grandes animais, mas ela terminou. O ambiente mudou radicalmente e o ser humano foi obrigado a encontrar outras fontes de alimentação. Daí surgiu a agricultura e, com ela, a sedentarização, a organização social em cidades e o acúmulo de riquezas.
Com o grande salto cultural dado pelos gregos no período clássico, a escrita tornou-se o principal instrumento na transmissão do saber e, paralelamente, um instrumento de poder político.
No entanto, a escrita não foi aceita por todos. Platão, através de Sócrates em seu diálogo com Fedro, nos traz ao conhecimento uma lenda egípcia. Thot, deus a quem era consagrada a ave íbis, inventou os números e o cálculo, a geometria e a astronomia, o jogo de damas e os dados, e a escrita. Durante o reinado de Tamuz, o deus ofereceu-lhe suas invenções, dizendo-lhe para ensiná-las a todos os egípcios. Mas Tamuz quis saber de suas utilidades e, enquanto o deus explicava, o faraó censurava ou elogiava, conforme essas artes lhe parecessem boas ou más. Quando chegaram à escrita Thot disse que aquela arte tornaria os egípcios mais sábios e lhes fortaleceria a memória. No entanto, Tamuz respondeu-lhe que a escrita tornaria os homens esquecidos, pois deixariam de cultivar a memória. Ao confiar apenas nos livros, só se lembrariam de um assunto exteriormente e por meio de sinais, e não em si mesmos. Os homens tornar-se-iam sábios imaginários.
Nesse mesmo diálogo, Sócrates considera a escrita como algo que limita o pensamento, que engessa as idéias. Um discurso escrito, dizia ele, será sempre o mesmo, repetido inúmeras vezes sem que se possa agregar novas idéias.
Ironicamente, se hoje sabemos muito da filosofia de Sócrates é porque Platão a escreveu.
Analisando a questão frente a nossos conhecimentos sobre a memória humana, podemos, no entanto, afirmar que escrever é uma forma salutar de ampliar nosso banco de dados. Salutar porque é preciso esquecer para poder lembrar. Explicando, nossa memória não pode guardar absolutamente todas as informações que lhe chegam, sob risco de bloqueio. É armazenando somente o que interessa e associando convenientemente os dados estocados que a memória pode ser evocada.
De qualquer forma, a escrita está aí, imutável ao longo do tempo (a não ser, claro, em algumas dessas péssimas traduções com que por vezes nos deparamos), pronta para ser consultada quando precisamos e, sobretudo, liberando o cérebro humano para a associação dos conhecimentos armazenados e a criação de novas idéias.
A título de ilustração, sabe-se que com treinamento intenso e adequado, uma pessoa pode reter uma seqüência de 50, 100 algarismos. No entanto, com papel e lápis qualquer um terá a mesma seqüência guardada, com um mínimo de esforço.
Finalizando, não podemos nos esquecer do que dizia Confúcio......Bem, ele dizia......O que mesmo ele dizia?........Acho que me esqueci, teria sido melhor escrever.
sábado, 26 de fevereiro de 2011

A memória é a capacidade de reter, recuperar, armazenar e evocar informações disponíveis, seja internamente, no cérebro (memória humana), seja externamente, em dispositivos artificiais (memória artificial).
O que vem a ser a lembrança?
É representada pelo ''Eu''O ''Eu" é mais do que a lembrança, ele é a consciência superficial e profunda do que somos, pois, quando nos pensamos, reunimos lembranças do passado e projeções para o futuro, de forma que somos sempre o que passou e o que ainda virá.
A memória é a garantia de nossa própria identidade e podemos dizer "Eu" reunindo tudo o que fomos e fazemos...é lá que guardamos, repousa tudo o que a ela foi entregue, que o esquecimento ainda não absorveu, nem sepultou...é lá que estão também todos os conhecimentos.
O grande poder da memória assusta, como já dizia Santo Agostinho. Temos medo de esquecer o que de mal vivemos, mas igualmente temos medo de não lembrar a felicidade vivida.
Somos essa misteriosa mistura de passado, presente e futuro.
sábado, 19 de fevereiro de 2011

