sábado, 9 de abril de 2011

Crítica da cultura moderna na filosofia de Walter Benjamin...Arte massificada… e exposta


Crítica da cultura moderna na filosofia de Walter benjamin...Arte massificada… e exposta

Walter Benjamin é um importante filósofo do século XX. Ele pertenceu à famosa Escola de Frankfurt, cujos resultados são de uma brutal fecundidade para o pensamento contemporâneo.

“No interior de grandes períodos históricos, a forma de percepção das coletividades humanas se transforma ao mesmo tempo que seu modo de existência”. Essa é a frase dita por Walter Benjamin, na qual percebemos que o homem é totalmente influenciado pelo meio em que vive.

O ser humano que vive no capitalismo pós-industrial é marcado por idéias e concepções lançadas pela indústria cultural, pela indústria que determina o nosso modo de vida por curtos períodos constantes de tempo.

A aura é uma contemplação, uma coisa que aparece distante, mesmo que esteja perto. As massas atualmente, entretanto, não querem o distanciamento! Ao contrário, elas querem ter algo o mais próximo possível, perdendo o caráter único de cada coisa. Logo, a aura é destruída e ao invés da unidade e durabilidade, temos a transitoriedade e repetibilidade (imagem).

Foi também por seguir os conceitos impostos pela sociedade na indústria cultural que o valor de culto (obras criadas a serviço de um ritual) deu lugar ao valor de exposição (obras criadas a partir de sua exponibilidade).

Além disso, Walter Benjamin defende a ideia de que as formas de sensibilidade humana se alteram com essa transitoriedade e repetibilidade das coisas, com essa imagem de reprodução – com a destruição da aura talvez tenhamos perdido a essência de nosso ser.

Talvez tenhamos nos tornado robôs consumistas que simplesmente atendem às regras impostas pela indústria cultural. Talvez perder a aura signifique perder a alma. Talvez a reprodutibilidade técnica não aproxime o indivíduo da obra, como se costuma crê, ao passo que no meu conceito a obra é sua essência, assim como a alma é a nossa.

Impossível seria essa aproximação sendo que não há mais essência, sendo que ela fora destruída com o apelo das massas. Talvez a sociedade apenas acredite que está cada vez mais próxima das obras com a reprodutibilidade, quando na verdade está mais longe, perdendo o seu principal e não podendo assimilar nada devido à transitoriedade que ela espelha.

Walter Benjamin foi um dos maiores pensadores do século XX. Praticando a crítica da cultura moderna, ele atravessou assuntos como literatura, história, cinema, poesia, religião, política, linguagem, ética, arte… Mas jamais deixou a Filosofia como base de sua análise.

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