Hoje volto com mais uma pérola tematizando a Cultura de Massa, espero que assimile!
IDENTIDADE, CULTURA E MEMÓRIA nesse NORDESTE CONTEMPORÃNEO de causos e fatos interessantes do ontem e do hoje passado no interior alagoano de gente encantadora e abraço pronto!
sábado, 25 de julho de 2009
Hoje volto com mais uma pérola tematizando a Cultura de Massa, espero que assimile!
sábado, 18 de julho de 2009
A Origem nas Feiras Medievais
Nossa viagem em busca das origens do cordel começa na Europa, na Idade Média, num tempo em que não existia televisão, cinema e teatro para divertir o povo. A imprensa ainda não tinha sido inventada e pouquíssima gente sabia ler e escrever. Os livros eram raríssimos e caros, pois tinham de ser copiados a mão, um a um. Então, como as pessoas faziam para conhecer novas histórias?
sábado, 11 de julho de 2009
sábado, 4 de julho de 2009
Dizer que a música popular feita no Brasil é caracterizada por sua riqueza é repetitivo, mas é essencial para defini-la.
Sua história começa com os índios e com a música feita pelos jesuítas que aqui aportaram. Esse encontro entre a música dos jesuítas e a música dos indígenas é a pré-história da música popular do Brasil. A evolução desses ritmos primitivos, como o cateretê ou o cantochão, são ainda hoje tocados em festas populares.
A música popular do Brasil só se tornaria mais forte no final do século 17, com o lundu, dança africana de meneios e sapateados, e a modinha, canção de origem portuguesa de cunho amoroso e sentimental. Esses dois padrões, a influência africana e a européia, alternaram-se e combinaram-se das mais variadas e inusitadas formas durante o percurso que desembocou, junto a outras influências posteriores, na música popular dos dias de hoje, que desafia a colocação de rótulos ou classificações abrangentes.
Durante o período colonial e o Primeiro Império, além dos já citados lundu e modinha, também as valsas, polcas e tangos de diversas origens estrangeiras encontraram no Brasil uma nova forma de expressão.
Já no século 19 surgem os conjuntos de chorões, que adaptam formas musicais européias -como a mazurca, a polca e o scottisch- ao gosto brasileiro e à forma brasileira de se tocar essas construções. Surge então, a partir da brasileirização dessas formas, o choro, e firmam-se novas danças, como o maxixe.
Outras duas coisas que ajudaram decisivamente o aparecimento da canção popular no Brasil foram o carnaval carioca e o gramofone. Pixinguinha, João da Baiana, Donga -autor de Pelo Telefone, primeiro samba gravado, em 1917-, foram grandes nomes nesse período, junto com os continuadores dos chorões.
O samba urbano só se firmaria na década de 30, época em que surge a primeira escola de samba, a Deixa Falar, fundada em 1929. Depois, com a popularização do rádio e do disco a música popular se consolidaria e chegaria ao mundo de opções musicais que hoje o Brasil possui.
sábado, 27 de junho de 2009
A cultura é aquilo que menos espaço ocupa na memória; quanto mais se tem, na maior parte dos indivíduos, mais leves, soltos, independentes e livres se tornam. Quem mais cultura tem, mais próximo fica de conseguir o fenômeno da levitação virtual.No entanto há cultura e culturas. O segredo está naquilo que sabemos valorizar e simultaneamente saber o que desprezar: as que valoramos são as culturas que aceitamos; as que desprezamos são as más culturas. A nossa pura intuição cultural faz-nos funcionar como se tivéssemos um ?nariz? intelectual radical dentro de cada neurônio, pelo qual ?cheiramos? bem a cultura aceitável e rejeitamos as culturas híbridas ou que nos ?cheiram? mal. As que nos ?cheiram bem? parecem-nos perfumes com forte odor que pode durar toda a vida; as que nos ?cheiram mal? emitem como que um fedor cada vez maior, e que pretendemos que dure quanto menos tempo melhor. Tornando- nos susceptíveis e afastando-nos para não sermos contagiados com as suas desagradáveis emissões de ?mau cheiro?.
A cultura, metaforicamente continuando este raciocínio, é como os cogumelos: todos sabemos que há os bons, que são comestíveis; e há os maus, que nos envenenam e matam.Entre o viver e o morrer de cogumelos, há a confusão; ou seja: o fato de ter muita cultura não significar que se esteja mais certo, do que aqueles que tem uma supostamente considerada fraca cultura. Ou seja um ?burro? carregado de livros não é necessariamente um doutor. Significa isto que não é só a quantidade nem a qualidade que conta: é também, e sobretudo, a massa crítica que se desenvolve; a fundamentação lógica dos argumentos; a coragem de assumir a verdade, face às contra correntes de opinião que se levantam; a probabilidade dos fatos culturais acreditados ou inventados serem reais e verdadeiros, mesmo que abstratos ou empíricos, mas que não podem ser considerados como tal por observância de prioridades em conveniências sociais. Ao conservadorismo social ou individual nunca interessa questionar, esses fatos, e sempre lhe irão resistir.
sábado, 20 de junho de 2009

O que é cultura popular, Antoni Augusto Arantes. Ed. Braziliense
sábado, 13 de junho de 2009
Desde o surgimento do homem, após o agrupamento do mesmo e o convívio social, uma troca de experiências e reciprocidade foi estabelecida.
Todo o conjunto de conhecimentos e modos de agir e pensar dá origem à cultura, toda sociedade tem a sua, pois não existe sociedade sem cultura, independentemente do lugar.
Um recém nascido em seus primeiros minutos já começa, de certa maneira, a se socializar, pois existem várias pessoas ao seu redor criando uma relação social e cultural, quando estiver falando ou aprendendo a falar ele vai adquirir uma língua que é sem dúvida uma herança cultural, sem contar o seu modo de vestir que vai variar conforme o país, a alimentação, os rituais entre outros.
A identidade cultural caracteriza as pessoas pelo modo de agir, de falar, é como se as “rotulasse” a partir dos modos específicos de sua cultura.
A cultura é fruto da miscigenação de diferentes povos que introduziram seus hábitos e costumes, com o contato de uma cultura e outra, pode gerar uma cultura ainda mais diferente.
A identidade cultural move os sentimentos, os valores, o folclore e uma infinidade de itens impregnados nas mais variadas sociedades do mundo, e apresenta o reflexo da convivência humana.
CONFERIR: HALL, Stuart. A Identidade Cultural na Pós-Modernidade. 3º ed. Rio de Janeiro: DP&A Editora, 1999.
sábado, 6 de junho de 2009

“Cada tipo de música traz consigo uma maneira própria de se pensar sobre música, como se esta fosse a única maneira de se pensar sobre música (e esta, a única música a ser examinada)”.
E só aprendemos a ouvir música sem tais rótulos depois de algum treino. A maioria não aprende.
E precisa aprender a fazer isso pra poder curtir a música? Pergunta você.
Não. Mas é meu trabalho ficar perguntando essas coisas.
sábado, 30 de maio de 2009
Associado à tradição, a partir dos anos 1950, o Samba perde espaço e prestígio no mercado para estéticas musicais mais “modernas”, como a Bossa Nova, a Tropicália e o Rock.
Durante a primeira metade do século XX, o Samba se tornou o principal gênero do mercado de música popular brasileira. Na voz de cantores de grande apelo popular, como, entre outros, Chico Alves, Nelson Gonçalves e Orlando Silva, o “cantor das multidões”, que pelas ondas do rádio alcançavam públicos do Brasil inteiro, pode-se dizer que o gênero se firmou como símbolo da unidade nacional e, gradativamente, ampliou seu prestígio no conjunto da sociedade e se consagrou no mercado. Apesar de eventuais preconceitos das elites intelectualizadas contra esse gênero saído dos morros cariocas, redutos dos pobres e excluídos, o mercado musical sempre conviveu muito bem com o imaginário impresso nas composições, fortemente apoiado em referências simbólicas – “o morro”, o “barracão”, a “favela” – originárias das rodas comunitárias onde eram produzidas. No final da década de 1950, contudo, esse convívio relativamente tranqüilo começou a se alterar. Foi quando jovens da classe média, como Carlos Lyra, Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli, passaram a se reunir em apartamentos da Zona Sul do Rio de Janeiro para trocar idéias e propostas musicais. Não precisavam de muito. Bastavam “um cantinho, um violão”, como na música de Tom Jobim. Dispensavam a voz “impostada” dos grandes intérpretes do período e o aparato cênico que a Rádio Nacional e o cinema montavam para apresentar os novos lançamentos da MPB.
O fato é que o surgimento da Bossa Nova inaugurou uma nova fase no mercado de música. Para seus teóricos, a Bossa Nova se caracterizava pela busca de novos elementos musicais capazes de dar ao Samba um caráter “moderno”, em sintonia com o desenvolvimentismo do momento político-cultural do governo de Juscelino Kubitschek. O Brasil vivenciava uma atmosfera de otimismo e de crença no futuro, e o novo gênero seria uma expressão legítima de tais sentimentos. Em vez dos antigos temas da música brasileira, falava-se agora do barquinho, do violão, do sol, do sul, do mar e do amor. Mas e o Samba? Que lugar estaria reservado a ele nessa nova conjuntura?
sábado, 23 de maio de 2009
O que é Cultura de Massa?
A cultura de massa é formada por grande parte da população, o dito “povão”. Algo que domina a cabeça das pessoas de uma forma que acabam perdendo sua própria cultura. Isso acontece devido a grande variedade que as indústrias oferecem.Na charge de Quino mostra o personagem que até então desconhecia a televisão, ao vê-la simplesmente ficou super manipulado.
O porque das imagens?
«Não é que, no nosso tempo, o representante da cultura seja menos escutado do que no passado o eram o teólogo, o artista, o sábio, o filósofo, etc. É que, atualmente, tem-se consciência da massa que vive de mera propaganda. Também no passado, as massas viviam de má propaganda, mas, então, sendo a cultura elementar menos difundida, essa massa não imitava as pessoas verdadeiramente cultas e, portanto, não fazia surgir o problema de saber se estava mais ou menos em concorrência com essas pessoas cultas.»
sábado, 16 de maio de 2009
Considerando este ponto, podemos dizer que a presença do aparelho de tevê no cotidiano das pessoas é tão forte que muitos pensam que a televisão é o único lazer da população. Além da tevê, a ainda escuta de rádio AM e FM, a leitura de jornais, revistas, escuta de discos, ou seja, um lazer financiado pela publicidade comercial que usualmente se designa como indústria cultural. Com isso, uma outra suspeita de que lazer é todo voltado para o consumo ou para atividade que levam ao consumo.
sábado, 9 de maio de 2009

O Forró e suas variações como Música e Dança
sábado, 2 de maio de 2009
imagem capturada na internet
HISTÓRIA DAS IDEIAS
Fonte e endereço desta matéria:
http://www.superinteressante.com.br/superarquivo/2002/conteudo_266256.shtml
Acesso em 02/05/2009.
sábado, 25 de abril de 2009
Como pretensos historiadores temos o privilégio de nos atermos aos momentos históricos que formaram nosso sistema educacional, portanto temos o dever de construirmos desde já, um melhor sistema que cumpra com os deveres de se criar um país, e por que não um mundo menos alienado, e mais voltado para a educação do cidadão. Por isso espero que este ano de 2009, seja propício a isto.
Pense positivo!
sábado, 18 de abril de 2009

Um pouco de Cultura Nordestina em expressões
Sair um pouco de temas sérios é sempre bom! Por isso, resolvi compartilhar um texto super interessante de dialetos que comumente é falado aqui pelo nosso Nordeste e também na nossa querida Alagoas desde a capital e entrando por todo o seu interior. O texto expressa situações de fala dos cearenses em específicos, mas pode muito bem ser aplicado a todos os estados vizinhos e situações ao seu redor, note-se, menos no que diz respeito a "botar boneco", isso é tipicamente cearense.
sábado, 11 de abril de 2009
E, no entanto, nosso Brasil está aí mergulhado na injustiça, na violência, na desigualdade social, em episódios que nos deixam indignados.
sábado, 4 de abril de 2009

Feliz primeiro de abril
Você sabia que o dia da mentira tem tudo a ver com o ano novo? Conheça essa incrível história! Você já sabe que pregar peças é uma tradição no chamado dia da mentira. Descubra agora de onde vem esse costume!
Feliz ano novo?
A instituição de primeiro de abril como o dia da mentira tem suas raízes na celebração do ano novo. Ué, mas o ano novo não começa no dia primeiro de janeiro? Pois é. Só que nem sempre foi assim.
Antigamente, o ano novo era celebrado em março, no dia em que ocorre o chamado equinócio. Nessa data, a posição do Sol em relação à Terra faz com que a duração do dia seja igual à da noite. Esse fenômeno ocorre em 21 de março – ou 22, nos anos bissextos – e marca o início da primavera no hemisfério Norte e do outono no hemisfério Sul.
No passado, o final de março era marcado por uma série de festividades que faziam a despedida do ano velho. O primeiro dia útil do ano ficava sendo, então, o primeiro de abril. Viu como era diferente?
Um nó na cabeça!
Mas onde entra a parte da mentira nessa história? Imagine só: você certamente está acostumado a celebrar o ano novo na passagem de 31 de dezembro para primeiro de janeiro. De repente, um comunicado avisa que a festa foi transferida para junho. Não ia dar uma confusão na sua cabeça? Pois foi mais ou menos isso o que aconteceu!
No ano 44 antes de Cristo, foi elaborado o calendário juliano, no Império Romano. Uma das mudanças instituídas por ele foi a transferência do início do ano para primeiro de janeiro. Só que, na prática, não foi bem isso o que aconteceu. “Como a informação não circulava, cada aldeia fazia do seu jeito e muita gente continuou a celebrar o ano novo em primeiro de abril”, conta o astrônomo Alexandre Cherman, da Fundação Planetário da Cidade do Rio de Janeiro.
Já em 1582, o papa Gregório XVIII ordenou que passasse a ser utilizado o calendário gregoriano. Nele, o ano novo também era celebrado em janeiro. Mas, dessa vez, a teoria iria ser posta na prática, pois um decreto do rei da França deixou bem claro: o ano novo deveria passar a ser festejado em janeiro.
O dia dos tolos
Só que algumas pessoas continuaram insistindo em manter a celebração em primeiro de abril. Começaram a ser chamadas de tolos. Muitos debochavam delas, já que agora o primeiro de abril era uma grande mentira! Por causa disso, a data ficou conhecida como o dia da mentira ou o dia dos tolos, como é chamada nos países de língua inglesa.
Com o passar do tempo, desenvolveu-se o hábito de pregar peças e contar mentiras no dia primeiro de abril nos países da Europa e nos colonizados por europeus, como o Brasil. Essa tradição continua valendo nos dias de hoje, quando nem pensamos mais na possibilidade de começar o ano em outra data!
Gostou da história? Então, que tal contá-la aos seus amigos? Só não se esqueça de avisar que não é piada de primeiro de abril, senão eles não vão acreditar!
Outros dias
Até hoje o ano novo é celebrado em outras datas em algumas culturas. “A escolha do dia primeiro de janeiro para marcar o início do ano é uma convenção”, explica Alexandre Cherman, da Fundação Planetário do Rio de Janeiro. “Tanto que em outros calendários, como o judaico e o chinês, o ano começa em uma data diferente."
Bastante interessante não?
sábado, 28 de março de 2009
Esta variante da História salienta o sentimento de pertença a uma determinada comunidade que reconhece as mesmas vivências, reforça e entrelaça os fenômenos culturais e sociais e o conjunto de hábitos e atitudes. Ao mesmo tempo, através dela compreende-se e interpreta-se melhor a cultura dos outros.
sábado, 21 de março de 2009

Antes tarde do que nunca. Finalmente, Luiz Gonzaga, DNA não apenas da música nordestina, mas da MPB como um todo, terá uma homenagem por aqui mais uma vez onde desempenho estudo temático com ênfase no Imaginário e Identidade do Nordeste na obra de Gonzagão. Inclusive por aqui no blog já dediquei post ao nosso querido Lua, só é conferir.
O rei do baião pode ser considerado um dos primeiros popstars brasileiros. As inúmeras turnês que fez pelo Brasil comprovaram a identificação do público com sua obra.
Pioneiro, Luiz Gonzaga foi responsável pela sistematização de uma série de elementos visuais, rítmicos, melódicos, comportamentais e poéticos que construíram um formato autêntico e rico de cultura regional nordestina facilmente reconhecível até hoje.
O Brasil conheceria menos o Nordeste sem ele. Com seu chapéu de couro e a bandoleira de cangaceiro cruzada no peito, ele espalhou os ritmos e o jeito de sua terra mundo afora. Mas o próprio Nordeste talvez conhecesse menos o Nordeste sem o gênio que resumia naquela figura celebérrima de sanfoneiro. Autor de sucesso como Asa branca, Juazeiro, Assum preto e Último pau-de-arara, Luiz Gonzaga, o Gonzagão, não foi apenas a voz que fez falar o sertão silencioso. Assim como o Brasil conheceria menos o Nordeste e o Nordeste conheceria menos a si mesmo, também o Brasil, sem ele, conheceria menos o Brasil.
domingo, 15 de março de 2009
Sempre questiono o porquê do ensino da História. São tantas datas, fatos, “heróis”, lugares e contextos que parecem que não servem para muita coisa, além de base para questões do vestibular. No entanto, há um erro muito grande nessa afirmação anterior, quem disse que História se limita às datas, aos fatos, aos supostos heróis, aos inúmeros lugares e contextos?
Esse deve ser ponto central do ensino da História, a vida, pois nos esquecemos que a História é feita por homens e mulheres que também tiveram 13, 15,17 ou 23 anos um dia, que também tiveram dúvidas, desejos e escolhas. Esses Seres Humanos entraram para a galeria da História porque em algum momento – para bem ou o mal – fizeram escolhas e certamente saíram do lugar comum e assumiram a História em suas mãos.
Meus caros, entre tantas outras utilidades que a História nos serve – e veremos isso ao longo do ano – uma das mais importantes é nos fazer entender que nós somos os únicos responsáveis pelas nossas vidas e por nossas escolhas, não quero dizer que somos uma ilha, porém precisamos tomar a História em nossas mãos, não para fazermos parte de livros, mas para modificarmos nossas próprias vidas e – por que não? – estimular um pouco a mudança na vida das pessoas que amamos ou daquelas que precisam.
(Henry Peter).
domingo, 8 de março de 2009

A MINHA “IRMÔ - UMA GRANDE MULHER
Passados quatro anos da tua morte, julgo que já é tempo de te prestar a minha homenagem.
Partiste num pranto de dor, apenas junto daqueles que realmente te amavam. Nos últimos dias da tua existência via em ti alguém que queria partir e que já tinha sofrido o suficiente.
Mais uma vez quebro a rotina do blog em temas temáticos para entrar no universo da memória e desta forma homenagear uma grande e excepcional mulher: dona Maria de Lourdes, ou simplesmente Dona Lourdinha, em cujo sobrenome (Santos) impõe-se a marca da grandeza da mulher nordestina.
Viveu, Dona Lourdinha, 59 anos de intensas atividades diversificadas tais como doméstica, comerciante, educadora e também como administradora de uma prole que só lhe deu alegrias e muito orgulho. Pudera! Sempre soube impor a ela o verdadeiro sentido do amor ao próximo e que a honradez e a dignidade são os maiores valores que alguém pode exibir em sua vida. Sua vida inspirou exemplos dignos, fidalgos da primazia a grandeza.
Dona Lourdinha a exatos quatro anos nos deixou órfãos. Partiu para o plano superior. Serena, consciente de que nenhum dos seus rebentos, muito mais sucedâneos, seqüenciarão na conformidade do que ensinou ou nutriu, o sonho que sempre acalentou no sentido de que a harmonia familiar continuará como exemplo maior que se pode legar.
Com Luiz Correia dos Santos, mais conhecido como seu Luiz de Dom, seu companheiro e marido (cuja existência é exemplo de honradez e caráter).
Construiu um particular mundo que pode ser descrito como um recanto onde se adensaram nas belezas da cidade de Delmiro Gouveia, localizada na região sertaneja alagoana. Nascida no então estado de Pernambuco, ela e seu Luiz de Dom – também nordestino, só que alagoano -, mantiveram no município uma primorosa residência onde abundavam harmonia e felicidade mutua.
Braço direito do marido, enquanto este se dedicava a vida de comerciário e comerciante, ela administrava vamos dizer assim a propriedade e, concomitantemente, tratava da educação e formação da cidadania dos três filhos – Lucineide, Luciano e Lucielma -,simbolizando o resultado exitoso de sua missão de mulher e mãe exemplar, sem falar dos vários agregados que por lá viviam onde um desses no qual me refiro sou eu mesmo.
Dona Lourdinha é, no sentido mais representativo da dedicação e do amor, o exemplo, também, mais eloqüente de que vencer na vida é via de conseqüência resultante de competência materna.
Eu gostava de ouvi-la. Dona Lourdinha sempre tinha na ponta da língua uma palavra de conforto e de equilíbrio, todas as vezes que instada a se pronunciar sobre questões do cotidiano. Ou da própria vida. Era sábia, realista e mantinha uma linha de filosofia de vida. Dinâmica, estava sempre ocupada com assuntos sérios. Solidária, nunca entendeu como sacrifício, correr em socorro dos outros.
Não duvido de milagres. Sou um sujeito pragmático. Entretanto, creio que para o comum dos mortais o céu está muito distante ou impossível de ser alcançado. Mas para Dona Lourdinha, criatura diferenciada, o céu, sim, ela já mereceu. De lá das alturas, continuará olhando para os seus com o mesmo fervor, todavia com muito mais força e poder, porque está ao lado de Deus.
Dona Lourdinha nunca deixou de manifestar a sua crença nos milagres. Induvidoso é que se alcançou esse lugar privilegiado nas alturas, não foi por milagres. Foi por mérito. Deus é justo.
Ao contemplá-la no seus últimos dias de vida, me assaltou um sentimento de profunda tristeza, ao mesmo tempo de revolta, porque pessoas como ela jamais deveriam morrer. A mesma coisa me ocorreu quando vi um dos meus outros irmãos, se preparando para ganhar outra dimensão.
Dona Lourdinha foi uma extraordinária mulher, irmã, mãe. O que mais marcou a sua personalidade foi a humildade, o amor ao semelhante, a palavra de perdão e o profundo sentimento religioso. Faz-me uma falta imensa.
Mas o vazio que essa heroína, Dona Lourdinha, nos deixa com sua partida definitiva, é realidade inquestionável: jamais será preenchido.
Os dias festivos, as datas comemorativas marcarão, para sua família, ainda mais a sua ausência. Era ela quem cuidava de reunir filhos, genros, nora e netos em torno de si.
Dona Lourdinha representou e honrou o verdadeiro sentido da palavra família.
Sua saudade será eterna para aqueles que aprenderam a verdadeiramente amá-la.
Um grande poeta contemporâneo certa vez escreveu: “O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis” – Fernando Pessoa. Esta citação nos dá a grandiosidade do ser humano imaginado e representado como identidade da mulher que todos nós gostávamos e que agora de uma maneira fantástica está no patamar lá de cima nos guiando com o aprendizado que nos foi dado ainda aqui em vida.
A linha de conteúdos nesse blog inicialmente em sua elaboração era trazer posts interessantes com temas que de uma maneira ou outra envolvesse o nosso cotidiano citando a cultura, identidade e memória, e hoje trago a tona um ensaio que a muito vinha se construindo, que é a memória da lembrança em vida de minha irmã que representou muito na nossa caminhada.
Ela partiu nos deixando órfãos em uma terça-feira, oito de fevereiro do ano de dois mil e cinco, ficando ali a certeza que o melhor de maneira brilhante tinha se manifestado. Nossa casa ficou vazia, sem a sua presença, deserta do seu convívio. Porém em nossas vidas ficará as marcas imorredoras de sua bondade que será lembrada eternamente em nossos corações, brotando preces para o descanso eterno da sua alma. De repente, os sonhos, a luta, os planos, a vida, tudo se foi, de agora em diante, só saudades pelo vazio que você deixou.
A morte criou um lugar no meu coração maior do que quando eras viva, pois só aí me apercebi plenamente da tua importância para mim.
Termino esta minha homenagem com uma promessa e uma certeza: nunca te esquecerei, estarás sempre no meu coração!
Aí de cima, não deixes de olhar por nós e de nos ajudares.
Com muito amor e saudade. Valeu Dona Lourdinha!!!!!!!!!!!!!!!!