sábado, 29 de agosto de 2009

Cultura brasileira é resultado da miscigenação de três povos

A palavra folclore foi utilizada pela primeira vez num artigo do arqueólogo William John Thoms, publicado no jornal londrino "O Ateneu", em 22 de agosto de 1846 (por isso 22 de agosto é o dia do folclore). Ela é formada pelos termos de origem saxônica: "folk" que significa "povo" e "lore" que significa "saber". Portanto o "folklore" é o saber do povo ou a sabedoria popular. No Brasil, a palavra adaptada tornou-se "folclore".
Em todas as partes do mundo, cada povo tem seu folclore, sua forma de manifestar suas crenças e costumes. O folclore se manifesta na arte, no artesanato, na literatura popular, nas danças regionais, no teatro, na música, na comida, nas festas populares como o carnaval, nos brinquedos e brincadeiras, nos provérbios, na medicina popular, nas crendices e superstições, mitos e lendas.
O folclore é o conjunto das criações de uma comunidade cultural, baseadas nas tradições de um grupo ou indivíduos, que expressam sua identidade cultural e social, além das normas e valores que se transmitem oralmente, passando de geração em geração.
Mitos e lendas

As lendas misturam fatos reais e históricos com a fantasia e procuraram dar explicação aos fatos da vida social de uma determinada comunidade. Os mitos, tão antigos quanto a própria humanidade, são narrativas que possuem um forte simbolismo e foram criados pelos povos primitivos para explicar as coisas que não entendiam, como os fenômenos da natureza.
No Brasil, o folclore foi resultado da miscigenação de três povos (indígena, português e africano) e da influência dos imigrantes de várias partes do mundo. Por isso, nosso país tem uma tradição folclórica variada, rica e muito peculiar. Em cada região brasileira, o folclore apresenta semelhanças e diferenças.
Câmara Cascudo

Um grande estudioso do folclore nacional foi Luís da Câmara Cascudo, nascido em Natal, no Rio Grande do Norte em 1898 e autor de mais de 150 livros. Ainda hoje, a obra de Câmara Cascudo é uma referência imprescindível para se tratar do folclore, até porque diversas expressões folclóricas brasileiras por ele documentadas já desapareceram e não podem mais ser observadas.
O folclore, em especial a partir do século 20, serviu de base para a produção da arte culta brasileira. Os exemplos estão presentes em todas as artes. O pintor ítalo-brasileiro Alfredo Volpi fez das bandeiras das festas juninas um elemento freqüente de seus quadros e gravuras. O compositor fluminense Villa-Lobos aproveitou-se de temas do folclore em sua obra musical.
Mário de Andrade e Ariano Suassuna

Na literatura, há no mínimo três autores de importância indiscutível que se utilizaram de elementos da cultura popular. O paulista Mário de Andrade, grande estudioso do folclore, escreveu sua obra-prima, "Macunaíma", reunindo com olhar irônico e crítico inúmeras narrativas do folclore brasileiro.
O mineiro João Guimarães Rosa, autor de "Grande Sertão: Veredas" - um clássico da literatura nacional - tematiza a vida do sertanejo e trabalha tanto elementos característicos de narrativas folclóricas, quanto a própria forma sertaneja de uso da língua portuguesa. Da mesma maneira, o paraibano Ariano Suassuna compôs uma ampla obra teatral baseada na tradição folclórica nordestina. Como exemplo, podem-se citar "O Auto da Compadecida" ou "A Pena e a Lei", sem falar no monumental "Romance da Pedra do Reino".
Mazzaropi e Zé do Caixão

Convém lembrar que o folclore brasileiro - ligado ao universo rural, pois a industrialização do país é recente, em termos históricos - chegou a influenciar nossos meios de comunicação de massa. O ator e diretor
Amacio Mazzaropi levou o caipira do interior paulista para as telas do cinema. O animador de programas de auditório Abelardo Chacrinha Barbosa fez enorme sucesso na TV utilizando-se elementos de festas populares do Nordeste, como as disputas entre cordões (o encarnado e o azul), que eram mediados por um Velho, a quem Chacrinha personificava.
Nos meios de comunicação de massa, como o cinema, a estética dos circos mambembes que percorriam o interior do país também podem ser encontradas em produções cinematográficas inusitadas como os filmes de terror José Mojica Marins, conhecido como Zé do Caixão.
Um pouco de música

Em matéria de música folclórica, também chamada de "música de raiz", Inezita Barroso é uma grande pesquisadora.
Na próxima tem mais!!!!

sábado, 22 de agosto de 2009

Cultura em movimento: A Identidade Cultural

imagem capturada na web

Cultura em movimento: A Identidade Cultural

Desde o surgimento do homem, após o agrupamento do mesmo e o convívio social, uma troca de experiências e reciprocidade foi estabelecida.

Todo o conjunto de conhecimentos e modos de agir e pensar dá origem à cultura, toda sociedade tem a sua, pois não existe sociedade sem cultura, independentemente do lugar.

Um recém nascido em seus primeiros minutos já começa, de certa maneira, a se socializar, pois existem várias pessoas ao seu redor criando uma relação social e cultural, quando estiver falando ou aprendendo a falar ele vai adquirir uma língua que é sem dúvida uma herança cultural, sem contar o seu modo de vestir que vai variar conforme o país, a alimentação, os rituais entre outros.

A identidade cultural caracteriza as pessoas pelo modo de agir, de falar, é como se as “rotulasse” a partir dos modos específicos de sua cultura.

A cultura é fruto da miscigenação de diferentes povos que introduziram seus hábitos e costumes, com o contato de uma cultura e outra, pode gerar uma cultura ainda mais diferente.

A identidade cultural move os sentimentos, os valores, o folclore e uma infinidade de itens impregnados nas mais variadas sociedades do mundo, e apresenta o reflexo da convivência humana.

sábado, 15 de agosto de 2009

Cultura: entenda o que essa palavra significa

Definir cultura não é uma tarefa simples. Várias noções têm perpassado os tempos e, ainda hoje, podemos dizer que o termo cultura encontra-se num processo de ajuste constante de sua definição.

Um dos seus significados originais aponta para "cultivo agrícola", referindo-se ao que cresce naturalmente. Inicialmente, a cultura estava associada a algo que era material e, a partir de um desdobramento histórico (a passagem da civilização de uma vida rural para a vida concentrada em centros urbanos), o termo assumiu sentido no âmbito intelectual.

Da raiz latina colere, cultura pode significar desde cultivar e habitar a adorar e proteger, levando ao termo "culto", utilizado no sentido religioso. Assim, a cultura estende-se para o domínio das artes sagradas, além de significar as tradições de um povo, a serem protegidas e veneradas.

Cultura e civilização

Assim, ao se aproximar da definição que nos interessa neste artigo, o termo se afasta do seu sentido original. A cultura, agora marcada pela sua identidade com o espaço urbano, dota aqueles que aí vivem de certos atributos: ser culto significa compreender regras que determinam um refinamento presente nas relações sociais. Isto aparece em oposição ao campo, que seria um espaço de não-cultura.

Raymond Williams dedicou-se a estudar a noção de cultura em toda a sua complexidade. Em uma proposta de definição, este autor sugere que, a partir do século 18, cultura seria sinônimo de "civilização", integrando-se a um processo geral de progresso intelectual, espiritual e material. Neste terreno, costumes e moral fazem parte do amplo sentido aí atribuído, levando em conta que ser civilizado compreende "não cuspir no tapete, assim como não decapitar seus prisioneiros de guerra" (EAGLETON, 2000).

Desse modo, cultura e civilização confundem-se, gerando uma ambigüidade que se manteria até finais do século 19, quando suas noções vão se tornando distintas e, em certa medida, antagônicas.

Civilização adquire um sentido de caráter sociável, cordialidade e maneiras agradáveis, apresentando-se como um utilitário nas relações sociais; cultura, por sua vez, torna-se algo que diz respeito ao espiritual, ao crítico, ao sensível, enfatizando os altos princípios humanos.

Essa rivalidade mantinha-se ainda como um jogo de oposição política e ideológica criada entre aristocracia e burguesia, respectivamente, entre tradição e modernidade.

Conjunto de manifestações

Em princípios do século 20, a noção de cultura vai tomando contornos de pluralidade: fala-se nas culturas de diferentes nações e períodos, bem como de diferentes culturas dentro de uma mesma nação, em um mesmo período.

Há um progressivo despontar da cultura como um conjunto de elementos caracterizadores de grupos específicos enquanto "políticas de identidade", incluindo os movimentos de minorias.

No entanto, quando o conceito de cultura vê-se pluralizado, torna-se difícil manter seu caráter positivo; ao falarmos em pluralidade cultural, assumimos que podemos nos referir à "cultura da máfia" ou à "cultura dos serial killers" enquanto grupos detentores de uma identidade coesa. Porém, a aceitação destas formas de cultura está comprometida, pois se incompatibiliza com os valores da sociedade vigente.

Por outro lado, este alargamento da noção de cultura permite contribuições importantes, uma vez que ela passa a ser entendida enquanto um todo de manifestações compartilhadas nos diferentes domínios de um grupo (artístico, lingüístico, econômico, social, etc.). E, tal como o foi em outros períodos, a noção de cultura segue seu percurso, sendo redefinida de acordo com as ênfases econômicas, políticas e ideológicas particulares a um momento histórico.

Por fim, a definição de cultura conhece em nossos dias uma amplitude de seu significado. Falamos em cultura de massas e cultura de minorias; compreendemos que não há culturas melhores que outras, mas sim uma diversidade delas; e podemos identificá-la ainda como um complexo conjunto de valores e práticas que os indivíduos constroem e mantém como identidade de um dado grupo.

Bibliografia comentada: EAGLETON, Terry. A idéia de cultura São Paulo: Unesp, 2000.

sábado, 8 de agosto de 2009

Um pouco mais sobre Cultura..


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Nesse post falo um pouco mais sobre cultura, melhor, aprofundo mais o assunto. Falo sobre cultura de massa, popular e erudita. Boa leitura!

Cultura de Massa : Chama-se de Cultura de Massa toda cultura produzida para as massas -- a despeito de heterogeneidades sociais, étnicas, etárias, sexuais ou psicológicas -- e veiculada pelos meios de Comunicação de Massa.

Cultura Popular : Cultura Popular ou Cultura Pop é a cultura vernacular - isto é, do povo - que existe numa sociedade moderna. O conteúdo da cultura popular é determinado em grande parte pelas indústrias que disseminam o material cultural, como por exemplo, as indústrias do cinema, televisão e editorais, bem como os media de notícias.
Cultura Erudita: Os produtores da chamada cultura erudita fazem parte de uma elite social, econômica, política e cultural e seu conhecimento ser proveniente do pensamento científico, dos livros, das pesquisas universitárias ou do estudo em geral (erudito significa que tem instrução vasta e variada adquirida, sobretudo pela leitura). A arte erudita e de vanguarda é produzida visando museus, críticos de arte, propostas revolucionárias ou grandes exposições, público e divulgação. Sofisticada.

sábado, 1 de agosto de 2009

Uma Cultura Globalizada?
E dando sequência...

Como conseqüência da inovação tecnológica surgida no século XX e das circunstâncias configuradas na mesma época, a cultura de massa desenvolveu-se a ponto de ofuscar os outros tipos de cultura anteriores e alternativos a ela. Antes de haver cinema, rádio e TV, falava-se em cultura popular, em cultura nacional, componente da identidade de um povo; em cultura, conjunto historicamente definido de valores estéticos e morais; e num número tal de culturas que, juntas e interagindo, formavam identidades diferenciadas das populações.

A chegada da cultura de massa, porém, acaba submetendo as outras “culturas” a um projeto comum e homogêneo. Por ser produto de uma indústria de valor internacional, a cultura elaborada pelos vários veículos então existentes esteve sempre ligada ao poder econômico do capital industrial e financeiro. A “massificação cultural”, para melhor servir esse capital, solicitou a repressão às demais formas de cultura. A cultura popular, produzida fora de contextos institucionalizados, teve de ser um dos objetos dessa repressão altiva. Justamente por ser anterior, o popular era também alternativo à cultura de massa, que por sua vez pressupunha — originalmente — ser dominante como condição essencial de existência.

O que a indústria cultural percebeu mais tarde é que possuía a capacidade de absorver em si os antagonismos e propostas críticas, em vez de combatê-lo. Desta forma, sim, a cultura de massa alcançaria o domínio: elevando ao seu próprio nível de difusão e exaustão qualquer manifestação cultural, e assim tornando-a efêmera e desvalorizada.

sábado, 25 de julho de 2009

Cultura ofuscada

Hoje volto com mais uma pérola tematizando a Cultura de Massa, espero que assimile!
«Não é que, no nosso tempo, o representante da cultura seja menos escutado do que no passado o eram o teólogo, o artista, o sábio, o filósofo, etc. É que, atualmente, tem-se consciência da massa que vive de mera propaganda. Também no passado, as massas viviam de má propaganda, mas, então, sendo a cultura elementar menos difundida, essa massa não imitava as pessoas verdadeiramente cultas e, portanto, não fazia surgir o problema de saber se estava mais ou menos em concorrência com essas pessoas cultas.»

sábado, 18 de julho de 2009

História do Cordel

A Origem nas Feiras Medievais

Nossa viagem em busca das origens do cordel começa na Europa, na Idade Média, num tempo em que não existia televisão, cinema e teatro para divertir o povo. A imprensa ainda não tinha sido inventada e pouquíssima gente sabia ler e escrever. Os livros eram raríssimos e caros, pois tinham de ser copiados a mão, um a um. Então, como as pessoas faziam para conhecer novas histórias?
Pois bem, mesmo nos pequenos vilarejos existia um dia da semana que era especial: o dia da feira. Nessas ocasiões, um grande número de pessoas se dirigia à cidade, e ali os camponeses vendiam seus produtos, os comerciantes ofereciam suas mercadorias e artistas se apresentavam para a multidão.
Um tipo de artista muito querido por todos era o trovador ou menestrel. Os trovadores paravam num canto da praça e, acompanhados por um alaúde (um parente antigo dos violões e violas que conhecemos hoje), começavam a contar histórias de todo tipo: de aventuras, romance de paixões e lendas de reis valentes, como o Rei Carlos Magno e seus doze cavaleiros.
Para guardar tantas histórias na cabeça, os trovadores passaram a contar suas histórias em versos. Dessa forma as rimas iam ajudando o artista a se lembrar dos versos seguintes, até chegar o fim da história.
Ao final da apresentação, o povo jogava moeda dentro do estojo do alaúde. O trovador, satisfeito, agradecia e partia em direção a próxima feira.
Até a próxima!

sábado, 11 de julho de 2009

A força criativa do Nordeste – Literatura de Cordel

No Brasil a Literatura de Cordel teve seu destaque na região Nordeste entre os anos 30 e 50. Nos meados dos anos 40 aumentou em muito a procura por estes livretos, escritos em versos, sextilhas, septilhas ou décimas impressos em xilogravura. O conteúdo normalmente abrange o relato do dia-a-dia do sertanejo e a vida política do país. Os autores deste gênero de literatura são chamados cordelistas.
Três aspectos da literatura de cordel ressaltam a capacidade do Homem em buscar alternativas para expressar e divulgar a sua criatividade. Além de serem escritos em poesia narrativa, os livretos são impressos artesanalmente em xilogravura no qual a reprodução de imagens e textos se faz por meio de pranchas de madeira gravadas em relevo, tornando possível a impressão de forma simples e barata. E outro aspecto importante é o fato dos livretos serem divulgados e vendidos pendurados em varal de cordas o que deu origem ao nome Literatura de Cordel.
A origem desta forma de expressão tão peculiar é antiga e remete à Europa nos idos do século XV, mas precisamente Holanda e Alemanha. Apesar de serem escritos em prosa, alguns dos folhetos já apareciam em versos impressos em xilogravuras exatamente como ainda hoje, no nordeste brasileiro. Na Espanha, o mesmo tipo de literatura popular era chamado de "Pliegos Suletos" tendo mais tarde chegado a América Latina com o nome de "Hojas" e "Corridos". Na França eram conhecidos como "Literature de Colportage" e eram mais difundidas no meio rural. Na Inglaterra folhetos relatavam acontecimentos históricos e tinham o nome de "Cocks" ou "Catchpennies". Em Portugal, a partir do século VXII, circulavam em feiras as denominadas "Folhas soltas" ou "Volantes".
Acredita-se que a Literatura de Cordel chegou ao Brasil no fim do século XIX trazida pelo colonizador luso. Os próprios autores confeccionavam os textos em formato 11x15 em papel jornal de baixa qualidade. Os livretos eram pendurados em barbantes e cantados em feiras e praças públicas, geralmente acompanhados por um músico.
Ainda hoje a literatura de Cordel mantém-se viva e bastante difundida no Brasil, apesar da tradição ter permanecido em sua maioria na região Nordeste. Vários escritores conceituados foram influenciados pela Literatura de Cordel entre eles, Ariano Suassuna, João Cabral de Melo Neto, José Lins do Rego e Guimarães Rosa.

sábado, 4 de julho de 2009

Música Popular do Brasil

Dizer que a música popular feita no Brasil é caracterizada por sua riqueza é repetitivo, mas é essencial para defini-la.

Sua história começa com os índios e com a música feita pelos jesuítas que aqui aportaram. Esse encontro entre a música dos jesuítas e a música dos indígenas é a pré-história da música popular do Brasil. A evolução desses ritmos primitivos, como o cateretê ou o cantochão, são ainda hoje tocados em festas populares.

A música popular do Brasil só se tornaria mais forte no final do século 17, com o lundu, dança africana de meneios e sapateados, e a modinha, canção de origem portuguesa de cunho amoroso e sentimental. Esses dois padrões, a influência africana e a européia, alternaram-se e combinaram-se das mais variadas e inusitadas formas durante o percurso que desembocou, junto a outras influências posteriores, na música popular dos dias de hoje, que desafia a colocação de rótulos ou classificações abrangentes.

Durante o período colonial e o Primeiro Império, além dos já citados lundu e modinha, também as valsas, polcas e tangos de diversas origens estrangeiras encontraram no Brasil uma nova forma de expressão.

Já no século 19 surgem os conjuntos de chorões, que adaptam formas musicais européias -como a mazurca, a polca e o scottisch- ao gosto brasileiro e à forma brasileira de se tocar essas construções. Surge então, a partir da brasileirização dessas formas, o choro, e firmam-se novas danças, como o maxixe.

Outras duas coisas que ajudaram decisivamente o aparecimento da canção popular no Brasil foram o carnaval carioca e o gramofone. Pixinguinha, João da Baiana, Donga -autor de Pelo Telefone, primeiro samba gravado, em 1917-, foram grandes nomes nesse período, junto com os continuadores dos chorões.

O samba urbano só se firmaria na década de 30, época em que surge a primeira escola de samba, a Deixa Falar, fundada em 1929. Depois, com a popularização do rádio e do disco a música popular se consolidaria e chegaria ao mundo de opções musicais que hoje o Brasil possui.

sábado, 27 de junho de 2009

O que é a Cultura

A cultura é aquilo que menos espaço ocupa na memória; quanto mais se tem, na maior parte dos indivíduos, mais leves, soltos, independentes e livres se tornam. Quem mais cultura tem, mais próximo fica de conseguir o fenômeno da levitação virtual.No entanto há cultura e culturas. O segredo está naquilo que sabemos valorizar e simultaneamente saber o que desprezar: as que valoramos são as culturas que aceitamos; as que desprezamos são as más culturas. A nossa pura intuição cultural faz-nos funcionar como se tivéssemos um ?nariz? intelectual radical dentro de cada neurônio, pelo qual ?cheiramos? bem a cultura aceitável e rejeitamos as culturas híbridas ou que nos ?cheiram? mal. As que nos ?cheiram bem? parecem-nos perfumes com forte odor que pode durar toda a vida; as que nos ?cheiram mal? emitem como que um fedor cada vez maior, e que pretendemos que dure quanto menos tempo melhor. Tornando- nos susceptíveis e afastando-nos para não sermos contagiados com as suas desagradáveis emissões de ?mau cheiro?.

A cultura, metaforicamente continuando este raciocínio, é como os cogumelos: todos sabemos que há os bons, que são comestíveis; e há os maus, que nos envenenam e matam.Entre o viver e o morrer de cogumelos, há a confusão; ou seja: o fato de ter muita cultura não significar que se esteja mais certo, do que aqueles que tem uma supostamente considerada fraca cultura. Ou seja um ?burro? carregado de livros não é necessariamente um doutor. Significa isto que não é só a quantidade nem a qualidade que conta: é também, e sobretudo, a massa crítica que se desenvolve; a fundamentação lógica dos argumentos; a coragem de assumir a verdade, face às contra correntes de opinião que se levantam; a probabilidade dos fatos culturais acreditados ou inventados serem reais e verdadeiros, mesmo que abstratos ou empíricos, mas que não podem ser considerados como tal por observância de prioridades em conveniências sociais. Ao conservadorismo social ou individual nunca interessa questionar, esses fatos, e sempre lhe irão resistir.


sábado, 20 de junho de 2009

Cultura popular, música popular e artesanato

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Cultura popular, música popular e artesanato

O termo cultura popular é preconceituoso porque divide a população entre “elite” e “povo”, sendo o povo a parcela pobre e sem educação. A cultura popular seria, portanto, uma espécie de reflexo rude da cultura erudita e a sua afirmação a partir da cultura popular definiria seu domínio cultural sobre outras parcelas da população.
A denominação da música como popular leva essa caracterização em conta, na medida em que o termo popular afasta esse tipo de música da música clássica, que seria parte da cultura da elite, e também a afasta do termo música folclórica, indesejado por sua ligação com a tradição e dessa forma com a falta de originalidade.

Do mesmo jeito o artesanato, uma forma de produção tradicional, é desvalorizado pela sociedade industrial. De acordo com García Canclini, em seu texto sobre a venda do artesanato indígena no México, o tratamento dispensado ao artesanato pela sociedade é uma forma de afirmação de poder da cultura dominante sobre a dominada. A venda do artesanato o define como uma arte secundária, já que ele não vai ser exibido em galerias e admirado, mas sim servir como enfeite ou objeto de uso comum para uma pessoa de outra classe social e outra cultura, ou ainda como forma de ostentação, no caso de jóias e mobília trabalhada.

O comércio do artesanato vai servir para sustentar uma família indígena que antes não pertencia ao modo de produção capitalista, mas que será inserida nele com a venda de sua produção artística. Isso estabelece uma relação de cultura dominadora e cultura dominada, já que faz parte desse contexto da dominação cultural que a cultura dominadora se insira no ambiente das culturas dominadas, através de roupas, eletrodomésticos e da inserção no imaginário da cultura dominada de desejos de consumo que antes não existiam.

A música popular usa essa denominação para fugir desse afastamento que o artesanato apresenta: ele é fruto da tradição, de algo que não é novo e não pertence ao povo, mas aos seus antepassados. Dessa forma, ela consegue um apelo comercial de que a música folclórica não desfruta. A música popular é o novo, é o encontro da tradição com a atualidade, e é distante da elite, assim como a denominação da parcela pobre da população de “povo”.

No entanto, ambas as produções, a música e o artesanato, são produtos da cultura popular, se chamarmos de popular o que é feito pelas pessoas de uma sociedade, não importando seu nível de educação ou de adequação junto à elite ou junto aos grupos de maior tradição cultural. No entanto, a denominação da música como popular lhe atribui um significado que facilita a sua circulação no meio comercial e a sua assimilação pela população, enquanto o artesanato fica restrito a ser visto e comercializado como produção de uma cultura dominada e que acaba sendo vista como inferior.

Biliografia consultada:
O que é cultura popular, Antoni Augusto Arantes. Ed. Braziliense


sábado, 13 de junho de 2009

Identidade Cultural

Desde o surgimento do homem, após o agrupamento do mesmo e o convívio social, uma troca de experiências e reciprocidade foi estabelecida.

Todo o conjunto de conhecimentos e modos de agir e pensar dá origem à cultura, toda sociedade tem a sua, pois não existe sociedade sem cultura, independentemente do lugar.

Um recém nascido em seus primeiros minutos já começa, de certa maneira, a se socializar, pois existem várias pessoas ao seu redor criando uma relação social e cultural, quando estiver falando ou aprendendo a falar ele vai adquirir uma língua que é sem dúvida uma herança cultural, sem contar o seu modo de vestir que vai variar conforme o país, a alimentação, os rituais entre outros.

A identidade cultural caracteriza as pessoas pelo modo de agir, de falar, é como se as “rotulasse” a partir dos modos específicos de sua cultura.

A cultura é fruto da miscigenação de diferentes povos que introduziram seus hábitos e costumes, com o contato de uma cultura e outra, pode gerar uma cultura ainda mais diferente.

A identidade cultural move os sentimentos, os valores, o folclore e uma infinidade de itens impregnados nas mais variadas sociedades do mundo, e apresenta o reflexo da convivência humana.

CONFERIR: HALL, Stuart. A Identidade Cultural na Pós-Modernidade. 3º ed. Rio de Janeiro: DP&A Editora, 1999.

sábado, 6 de junho de 2009

Música e rótulos

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Música e rótulos

“Cada tipo de música traz consigo uma maneira própria de se pensar sobre música, como se esta fosse a única maneira de se pensar sobre música (e esta, a única música a ser examinada)”.

E traz também um modo peculiar de escuta. E também um jeito de se conversar sobre essa música. E uma atitude estética com relação a tudo.

É por isso que você odeia sertanejo com todas as suas forças. A música pode não ser grande coisa, mas o que você odeia mesmo – talvez mais que a música em si – é o contexto, a cultura que cerca aquele estilo, o jeito de falar da música, os valores de quem gosta daquilo.

Nós não somos capazes de isolar a música desses contextos. Na nossa mente, é tudo uma coisa só.E acho que Cook vê isso como um tipo de prisão, o que eu concordo. No caso do sertanejo, você pode achar que faz sentido colocar tudo num saco só e pensar que quem está envolvido na produção daquela música é igual a quem consome: tudo horroroso.

Não é isso que eu estou discutindo aqui. Principalmente porque o argumento de Nicholas Cook independe do gênero musical: ele se aplica a todo tipo de música. Em outras palavras, alguém está te enquadrando num tipo específico de “tribo” por causa do tipo de música que você ouve. Mesmo que você esperneie e diga que ouve heavy metal, mas toma banho todo dia.

Nicholas Cook está dizendo que nós aplicamos formas fixas de pensamento a outros gêneros e passamos a pensar música naqueles termos somente. Se você só ouve música clássica, acaba criando resistência a ouvir outros estilos porque seus hábitos de escuta e a linguagem que você usa pra falar daquela música treinaram a sua percepção e seu gosto. Mas mais importante que isso, a cultura da música clássica pode impedir que você entenda e aprecie uma cultura musical diferente como jazz, por exemplo.

Isso porque você já associou música clássica a sofisticação, erudição, refinamento, introspecção, sobriedade, sisudez, melancolia e maturidade. E rock você já associou a rebeldia, energia, imaturidade, emoção, juventude, inconseqüência e liberdade. Não é capaz de aplicar as características de um estilo no outro.

Esses adjetivos são, na verdade, elementos extra-musicais, atitudes que aparecem principalmente na biografia dos músicos. Aparecem também nas letras das músicas, claro, o que não deixa de ser importante. No entanto, tais palavras passam a ser a própria definição daquele gênero musical e são adotadas como filosofia de vida pelos ouvintes. E tornam-se a própria definição de música.

“Rock é rebeldia”! “Beethoven é melancólico”, diz você.
E só aprendemos a ouvir música sem tais rótulos depois de algum treino. A maioria não aprende.
E precisa aprender a fazer isso pra poder curtir a música? Pergunta você.
Não. Mas é meu trabalho ficar perguntando essas coisas.

sábado, 30 de maio de 2009

Pobre Samba meu


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Pobre Samba meu

Associado à tradição, a partir dos anos 1950, o Samba perde espaço e prestígio no mercado para estéticas musicais mais “modernas”, como a Bossa Nova, a Tropicália e o Rock.

Durante a primeira metade do século XX, o Samba se tornou o principal gênero do mercado de música popular brasileira. Na voz de cantores de grande apelo popular, como, entre outros, Chico Alves, Nelson Gonçalves e Orlando Silva, o “cantor das multidões”, que pelas ondas do rádio alcançavam públicos do Brasil inteiro, pode-se dizer que o gênero se firmou como símbolo da unidade nacional e, gradativamente, ampliou seu prestígio no conjunto da sociedade e se consagrou no mercado. Apesar de eventuais preconceitos das elites intelectualizadas contra esse gênero saído dos morros cariocas, redutos dos pobres e excluídos, o mercado musical sempre conviveu muito bem com o imaginário impresso nas composições, fortemente apoiado em referências simbólicas – “o morro”, o “barracão”, a “favela” – originárias das rodas comunitárias onde eram produzidas. No final da década de 1950, contudo, esse convívio relativamente tranqüilo começou a se alterar. Foi quando jovens da classe média, como Carlos Lyra, Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli, passaram a se reunir em apartamentos da Zona Sul do Rio de Janeiro para trocar idéias e propostas musicais. Não precisavam de muito. Bastavam “um cantinho, um violão”, como na música de Tom Jobim. Dispensavam a voz “impostada” dos grandes intérpretes do período e o aparato cênico que a Rádio Nacional e o cinema montavam para apresentar os novos lançamentos da MPB.

O fato é que o surgimento da Bossa Nova inaugurou uma nova fase no mercado de música. Para seus teóricos, a Bossa Nova se caracterizava pela busca de novos elementos musicais capazes de dar ao Samba um caráter “moderno”, em sintonia com o desenvolvimentismo do momento político-cultural do governo de Juscelino Kubitschek. O Brasil vivenciava uma atmosfera de otimismo e de crença no futuro, e o novo gênero seria uma expressão legítima de tais sentimentos. Em vez dos antigos temas da música brasileira, falava-se agora do barquinho, do violão, do sol, do sul, do mar e do amor. Mas e o Samba? Que lugar estaria reservado a ele nessa nova conjuntura?


sábado, 23 de maio de 2009

Cultura de Massa




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O que é Cultura de Massa?

A cultura de massa é formada por grande parte da população, o dito “povão”. Algo que domina a cabeça das pessoas de uma forma que acabam perdendo sua própria cultura. Isso acontece devido a grande variedade que as indústrias oferecem.Na charge de Quino mostra o personagem que até então desconhecia a televisão, ao vê-la simplesmente ficou super manipulado.

O porque das imagens?

A ovelha: é um animal fácil para ser comandado, ela obedece qualquer ordem sem reclamar.

O diabo: é visto pela sociedade como um maligno(quer sempre o mal)

A Televisão: é um meio de comunicação onde toda a população muito utilizada

O Homem: é dominado pela cultura de massa. (Televisão)

Falando da imagem...

Quino era um pastor que vivia feliz cuidando de suas ovelhas, desprezando os bens materiais.Certo dia o diabo veio atentá-lo e colocou em sua frente uma televisão, a partir deste momento ele mudou seu dia -a- dia em função da televisão, deixou inclusive seu trabalho(cuidar das ovelhas) de lado pra ficar na frente da TV.Até que chegou o momento que Quino virou uma ovelha, pois obedeceu aos comandos da mídia, representando que o ser humano domina-se fácil pela cultura de massa.
Cultura ofuscada

«Não é que, no nosso tempo, o representante da cultura seja menos escutado do que no passado o eram o teólogo, o artista, o sábio, o filósofo, etc. É que, atualmente, tem-se consciência da massa que vive de mera propaganda. Também no passado, as massas viviam de má propaganda, mas, então, sendo a cultura elementar menos difundida, essa massa não imitava as pessoas verdadeiramente cultas e, portanto, não fazia surgir o problema de saber se estava mais ou menos em concorrência com essas pessoas cultas.»

sábado, 16 de maio de 2009

Cultura de Massa e Indústria Cultural


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Cultura de Massa e Indústria Cultural

Considerando este ponto, podemos dizer que a presença do aparelho de tevê no cotidiano das pessoas é tão forte que muitos pensam que a televisão é o único lazer da população. Além da tevê, a ainda escuta de rádio AM e FM, a leitura de jornais, revistas, escuta de discos, ou seja, um lazer financiado pela publicidade comercial que usualmente se designa como indústria cultural. Com isso, uma outra suspeita de que lazer é todo voltado para o consumo ou para atividade que levam ao consumo.

Os estudos de orçamento-tempo mostraram que, efetivamente, quase a metade do tempo livre de nossa população é gasta com um lazer produzido pela indústria cultural, vindo principalmente da televisão, seguida de longe pelo rádio e, mais de longe ainda, pelos livros, discos, jornais e revistas.

Contudo, é perigoso afirmar que determinada atividade seja, ou não, produzida pela indústria cultural, é também importante observar que tais meios de comunicação de massa nada mais são do que a reprodução de conteúdos de outras práticas de lazer. Como por exemplo, o volume de concertos de música erudita ou popular vistos nas rádios e tevês é incomparavelmente maior do que o das salas de show e concertos ao vivo. O mesmo vale para outros espetáculos artísticos e para o esporte, a ginástica, a jardinagem, a culinária, a informação em geral. Trata-se de um consumo de lazer e não de prática ativa de lazer.

É importante ressaltar então, as relações estabelecidas entre indústria cultural, meios de comunicação de massa e com a cultura de massa. Em um primeiro momento, podemos achar que estas expressões funcionam como sinônimos, mas não é assim.

Não se pode falar em indústria cultural e sua conseqüência, a cultura de massa, em um período anterior ao da revolução Industrial, no século XVIII; do surgimento de uma economia de mercado, uma economia baseada no consumo de bens; e da existência de uma sociedade de consumo, segunda parte do século XIX.

Assim, a indústria cultural, os meios de comunicação de massa e a cultura de massa surgem com funções do fenômeno da industrialização. E estas, através das alterações que ocorrem no modo de produção e na forma de trabalho humano, que determina um tipo particular de indústria (a cultural) e de cultura (a de massa). E isto vai dependendo completamente, do uso crescente da máquina, da submissão do ritmo de humano de trabalho ao ritmo da própria máquina, da exploração do trabalhador, da divisão do trabalho. Conseqüências da revolução industrial, traços marcantes de uma sociedade capitalista, em que é nítida a oposição de classes. Neste momento começa a surgir a cultura de massa. Podemos observar desde então, conseqüências diretas e indiretas na distribuição cultural dos dias de hoje.

Uma característica muito importante da indústria cultural é a formação de uma cultura homogênea. Mas aqui no Brasil, por ter uma grande desigualdade na distribuição de renda, acaba por se dificultar a homogeneização da cultura.

sábado, 9 de maio de 2009

Forró... um celeiro de culturas



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No post de hoje damos continuidade da expressiva música nordestina, enfocando o gênero Forró e seus contextos no discurso da Música Popular Brasileira no seu universo cultural.
O Forró, assim como o Samba, possui as mesmas raízes, se originando da mistura de influências indígenas, africanas e européias. O batuque - dança de roda onde os africanos mostravam a sua cultura - foi o tronco principal no que diz respeito à formação da música popular no Brasil. Dele surgiram variações que se espalharam tanto em áreas urbanas quanto rurais, sob vários nomes e estilos próprios conforme a região do país. Duas histórias cercam a origem do nome Forró. A mais difundida é de que os ingleses, que trabalhavam na construção de uma estrada de ferro no Nordeste, promoviam bailes "For All", com a trilha sonora e a dança local - entenda-se Baião - e assim o nome foi pegando. A outra versão, mais nacionalista e apegada às raízes, diz que a palavra tem sua origem na língua africana, com o vocábulo Forrobodó, que em um determinado dialeto significa exatamente festa, bagunça. Essa versão, mais "científica" é do pesquisador Câmara Cascudo.

O Forró e suas variações como Música e Dança

Forró é o coletivo da cultura e musicalidade popular do nordestino e pode ser dividido em vários segmentos:

* Forró pé-de-serra é o som feito pelos precursores do gênero, sempre com a presença do conhecido tripé: triângulo, sanfona e zabumba.

* Baião: Nascido de uma forma especial de os violeiros tocarem lundus na zona rural do nordeste (onde recebia o nome de baiano e era dançado em roda), esse ritmo foi transformado em gênero musical a partir de meados da década de 40, como resultado do trabalho de estilização feito por Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, quando sofreu influências de ritmos como o samba e a conga.

* Xote: Ritmo de origem européia que surgiu dos salões aristocráticos da época da Regência. Conhecido originalmente com o nome schottisch, passando a ficar conhecido como chótis e finalmente xote. Saiu dos salões urbanos para incorporar-se às regiões rurais.

* Xaxado: O nome é uma onomatopéia, baseada no som que as alpercatas dos sertanejos faziam ao serem arrastadas durante os passos de dança. É uma dança do agreste e sertão pernambucano, bailada somente por homens, que remonta da década de 20. O acompanhamento era puramente vocal, melodia simples, ritmo ligeiro, e letra agressiva e satírica. Tornou-se popular pelos cangaceiros do grupo de Lampião.

* Coco: dança de roda do Norte e Nordeste do Brasil, fusão da musicalidade negra e cabocla. Acredita-se que tenha nascido nas praias, daí a sua designação. O ritmo sofreu várias alterações com o aparecimento do Baião.

* Forró universitário é um movimento cultural, que começou em Itaúnas- ES e se desenvolveu em outras cidades do Sudeste do Brasil, com o pessoal das faculdades. Acrescentou-se à música do Forró Pé-de-serra elementos como o baixo e a guitarra e à dança uniu-se passos de Samba-Rock, Salsa e Zouk.

Gonzagão, o pioneiro

Sem Luiz Gonzaga, o forró não estaria hoje nos bailes de todo o Brasil, como a última moda musical. O Velho Lua nasceu em Exu, sertão pernambucano, em dezembro de 1912. Filho do sanfoneiro Januário, desde pequeno ele tomou familiaridade com o instrumento. Foi no Rio de Janeiro, disposto a tentar carreira de músico no rádio, que se inscreveu no programa de Ary Barroso, em 1941, com a canção Vira e Mexe, com a qual tiraria o primeiro prêmio e seria contratado pela Rádio Nacional. O Forró é a linguagem poética que Gonzagão usava para contar sua vivência dura de sertanejo, as tristezas e doçuras da vida nordestina tão esquecida pelo resto do Brasil. A música nordestina de Luiz Gonzaga sofreu preconceito no início. Porém, o Forró foi conquistando o grande público, deixando de ser só uma música para saudosos migrantes nordestinos ou pessoas de classe social inferior. Quase sessenta anos depois, com a nova onda do forró, nada mais justo que ver a música do Velho Lua, morto há vinte anos, ser presença obrigatória nas casas noturnas de todo o país. E admirada por tantos adolescentes.

Mas, ao lado de Luiz Gonzaga não podem faltar compositores consagrados no forró como Dominguinhos, Jackson do Pandeiro, Almira Castilho, Alceu Valença, Elba Ramalho, Edmílson do Pífano, os velhos Trios Nordestino e Virgulino e mais atualmente bandas como Falamansa, Rastapé e Forróçacana.

sábado, 2 de maio de 2009

HISTÓRIA DAS IDEIAS

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HISTÓRIA DAS IDEIAS

partir da filosofia grega, nasceu a reflexão crítica e a necessidade de explicações racionais para o mundo. Ao contrário do pensamento oriental, que nunca rompeu definitivamente com a prática religiosa, a filosofia ocidental parte rumo à aventura única: entender o mundo dos homens de uma perspectiva antropocêntrica. Nessa estante de conhecimento, alinhamos obras, autores e escolas filosóficas em uma mostra do que o homem pensou, criou e transformou a partir de suas idéias. Obras e autores se sucedem. Um novo livro é sempre resultado do antigo, serve de base para crítica ou para o próximo.

Fonte e endereço desta matéria:
http://www.superinteressante.com.br/superarquivo/2002/conteudo_266256.shtml
Acesso em 02/05/2009.

sábado, 25 de abril de 2009

AOS ESTUDANTES DE HISTÓRIA

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AOS ESTUDANTES DE HISTÓRIA

Não devemos deixar de nos engajar nos transmites políticos da instituição que pretende nos formar. Todo historiador só será digno deste rótulo ao ser participante ativo da história. Não estamos nessa somente para narrarmos a história dos outros. Somos os próprios atores e autores da história. E na nossa formação acadêmica não vejo como estar de fora da política que rege nosso aprendizado.

Como pretensos historiadores temos o privilégio de nos atermos aos momentos históricos que formaram nosso sistema educacional, portanto temos o dever de construirmos desde já, um melhor sistema que cumpra com os deveres de se criar um país, e por que não um mundo menos alienado, e mais voltado para a educação do cidadão. Por isso espero que este ano de 2009, seja propício a isto.

Pense positivo!

sábado, 18 de abril de 2009

Um pouco de Cultura Nordestina em expressões

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Um pouco de Cultura Nordestina em expressões

Sair um pouco de temas sérios é sempre bom! Por isso, resolvi compartilhar um texto super interessante de dialetos que comumente é falado aqui pelo nosso Nordeste e também na nossa querida Alagoas desde a capital e entrando por todo o seu interior. O texto expressa situações de fala dos cearenses em específicos, mas pode muito bem ser aplicado a todos os estados vizinhos e situações ao seu redor, note-se, menos no que diz respeito a "botar boneco", isso é tipicamente cearense.


Cearense não briga... ele risca a faca!
Cearense não vai em festa... ele cai na gandaia!
Cearense não vai com sede ao pote... ele vai dicumforça!
Cearense não vai embora... ele vai pegá o beco!
Cearense não conserta... ele dá uma guaribada!
Cearense não bate... ele senta o sarrafo!
Cearense não sai pra confusão... ele sai pro balai de gato!
Cearense não bebe um drink... ele toma uma!
Cearense não joga fora... ele rebola no mato!
Cearense não discute... ele bota boneco!
Cearense não é sortudo... ele é cagado!
Cearense não corre... ele faz carrera!
Cearense não ri... ele se abre!
Cearense não brinca... ele fresca!
Cearense não compra garrafinha de cachaça... ele compra um celular!
Cearense não toma água com açúcar... ele toma garapa!
Cearense não calça as sandália.... ele calça as opercata!
Cearense não morre... ele bate a biela!
Cearense não exagera... ele alopra!
Cearense não percebe... ele dá fé!
Cearense não vigia as coisas... ele pastora!
Cearense não vê destruição... ele vê só o distroço!
Cearense não sai apressado... ele sai desembestado!
Cearense não observa... ele passa os pano!
Cearense não agarra a mulher... ele arroxa!
Cearense não dá volta... ele arrudêia!
Cearense não serve almoço... ele bota o dicumê na mesa!
Cearense não diz fulano não é de confiança... ele diz a mercadoria é sem nota!
Cearense não espera um minuto... ele espera um pedaço!
Cearense não é distraído... ele é avoado!
Cearense não fica encabulado... ele fica todo errado!
Cearense não comete gafe... ele dá uma rata!
Cearense não sobe na arvore... ele se trepa no pé de pau!
Cearense não passa a roupa... ele engoma a roupa!
Cearense não ouve barulho... ele ouve zuada!
Cearense não acompanha casal de namorados... ele segura vela!
Cearense não dá cantada... ele quêxa!
Cearense não é esperto... ele é desenrolado!
Cearense não é rico... ele é estribado!
Cearense não é homem... ele é macho ou é cabra danado!


Em outro post trago mais!